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Em Patologias da construção (veja mais 21 artigos nesta área)

por Roberto Boscarriol Jr.

Patologias em sistemas prediais - Hidráulica



A patologia mais sentida pelos condôminos é a dos Sistemas Prediais Hidráulicos (SPH). Segundo pesquisa do Sindicato de Habitação do Rio de Janeiro, feita em cinquenta e dois edifícios de oito construtoras, as maiores queixas e reclamações extraídas dos ocupantes sobre as patologias mais comuns nesses edifícios são sobre a parte hidráulica (o que comprova a grande frequência das infiltrações nos edifícios), trincas nas paredes, problemas de esquadrias, impermeabilizações etc.

A patologia mais sentida pelos condôminos é a dos Sistemas Prediais Hidráulicos (SPH). Segundo pesquisa do Sindicato de Habitação do Rio de Janeiro, feita em cinquenta e dois edifícios de oito construtoras, as maiores queixas e reclamações extraídas dos ocupantes sobre as patologias mais comuns nesses edifícios são sobre a parte hidráulica (o que comprova a grande frequência das infiltrações nos edifícios), trincas nas paredes, problemas de esquadrias, impermeabilizações etc.

Segundo o órgão, ela foi apontada por 38% dos respondentes, sendo a mais facilmente visualizada pelas pessoas, conforme revela o gráfico a seguir:


Essas patologias frequentes nos SPH do edifício não envolvem sérios riscos à vida ou à saúde dos seus usuários. Porém, elas costumam causar transtornos, aborrecimentos e desconfortos, em geral associados aos sintomas comuns de suas manifestações.

São elas: vazamentos, ruídos ou obstruções frequentes em tubulações; mau cheiro e refluxos em sistemas prediais de esgoto sanitário e de águas pluviais; insuficiência de pressões e vazões nos aparelhos sanitários; oscilações na temperatura de utilização de água quente, entre outros.
Poucas são as manifestações patológicas decorrentes do uso em termos relativos. A maior parte decorre de causas sistêmicas e de falhas de manutenção.

As principais Patologias:

Água fria: mau funcionamento de válvulas fluxíveis (válvula de descarga); vazamentos em tubulações; vazamento de peças que extravasam de reservatórios (Caixas de descarga); e mau funcionamento do sistema de recalque.

Água quente: depende do tipo de aquecedor (acumulação, a gás etc.), mas também do tipo de material usado.

Esgotos sanitários: vazamento na junta ralo-piso; vazamento de tubulações; vazamento de aparelhos sanitários; mau funcionamento das bacias sanitárias; mau cheiro; e entupimento de tubulações.

Águas pluviais: transbordamento de calhas e vazamento na tubulação.

No caso dos condomínios, são as colunas que, apesar de pertencerem à área comum e de passar pelas unidades autônomas dos condôminos, devem ser trocadas e receber uma análise de um perito, bem como passar por um projeto e planejamento antes das reformas.

Em alguns casos, é melhor mudar a posição das mesmas, pois podem causar menos transtornos e/ou diminuição do seu custo.

Quanto aos materiais a serem usados, é necessário, como disse anteriormente, da orientação de um consultor, pois a solução contratada sem esses cuidados pode ser enganosa e, não raras vezes, não atender aos seus objetivos. Além disso, seu custo, mesmo sendo de menor valor numérico, pode se tornar mais caro.

O problema se agrava nos edifícios mais velhos, que além do tempo de uso, tem materiais empregados como ferro galvanizado ou ferro fundido, os quais apresentam uma série de patologias da idade. Já nos casos da tubulação de gás, o problema pode ser sério, pois em alguns casos há riscos de explosões.

Quando o vazamento é constante e prolongado, este pode afetar também a estrutura do prédio com a corrosão da armadura e, em outros casos, a deterioração do emboço e pintura.

Quanto à escolha dos melhores materiais, esta depende de análise de um especialista para verificar dimensões, pressão do fluido etc.

Outro ponto a comentar é a necessidade de ter a planta do sistema realmente executado (as built), demonstrando os locais por onde passam as tubulações, para evitar que as mesmas sejam danificadas com corte ou furos dentro das unidades pelos condôminos.



Roberto Boscarriol Jr., graduado em Engenharia pelo Instituto Mauá de Tecnologia. Formado em 1972, atua desde essa época na área da Construção Civil, tendo construído um milhão de metros quadrados nas áreas industriais, comerciais, escolares e residenciais, acumulando grande experiência na análise de propostas e gestão de obras.



Fonte:www.direcionalcondominios.com.br




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