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Em Patologias da construção (veja mais 22 artigos nesta área)

por Altair Santos

Patologias em argamassas vão além das fissuras



Tanto na alvenaria estrutural quanto na de vedação, esses incômodos não são apenas estéticos, mas podem revelar problemas mais graves na obra.

Fissuras, vesículas, empolamentos e descolamentos em placas são algumas das patologias mais comuns em revestimentos argamassados – seja em alvenaria estrutural ou de vedação. Essas anomalias, no entanto, vão além dos incômodos estéticos. Elas podem revelar problemas que podem ter nascido no projeto, na escolha incorreta de suprimentos ou na execução.

Segundo a engenheira civil Cristiana Furlan Caporrino, que é mestre nesta disciplina, até mesmo a argamassa industrializada precisa cumprir as especificações do projeto, sob o risco de comprometer todas as demais estruturas de uma edificação. “Por isso, é importante existir uma comunicação entre a área de projeto e a área de execução”.


Ela ressaltou, também, que é importante levar em consideração os fatores climáticos, seja na hora de projetar ou de produzir a argamassa, além de contar com equipes bem treinadas. “O trabalho com qualidade elimina desperdício. Mas para atingir essa meta é importante conhecer a mão de obra e a técnica a ser executada no local em que ocorrerá o argamassamento”, destaca.

Cristiana Furlan Caporrino lembra que os principais requisitos a serem garantidos em uma edificação, com relação aos revestimentos argamassados, são os seguintes: estanqueidade à água, conforto higrotérmico, conforto acústico e durabilidade. “Todos eles podem ser comprometidos por manifestações patológicas, caso haja erro na produção e na execução da argamassa”, alerta a engenheira civil.

A engenheira civil frisa que os efeitos da ação da água são os mais danosos para o revestimento argamassado, principalmente o usado em fachadas. Se a estanqueidade for comprometida pela água, começam as patologias. Neste caso, as mais comuns são descolamento e empolamento do revestimento.

Desempenho térmico e acústico

Outra patologia recorrente é a proliferação de micro-organismos, causadores de manchas e eflorescências, e que podem afetar o desempenho térmico da edificação, transmitindo mais calor ou mais frio para as partes internas do prédio, dependendo das condições meteorológicas. Essas manifestações também influenciam na redução de resistência dos componentes do revestimento, permitindo que a penetração da umidade possa chegar às estruturas do prédio.

Sobre o conforto térmico e acústico de uma obra, Cristiana Furlan Caporrino lembra que a argamassa tem papel preponderante para que a construção atinja o desempenho necessário. “O conforto térmico deve ser garantido por meio de emprego de materiais adequados e da qualidade dos serviços de aplicação. A grande variação de temperatura compromete não só a habitabilidade como também a durabilidade da edificação”, ressalta.

Já sobre o desempenho acústico, a engenheira civil destaca que, na maioria das vezes, ele não é alcançado por que a espessura da massa e a qualidade dos agregados são minimizadas por economia de materiais. “Isso também pode influenciar na capacidade de carga da argamassa”, diz.

As anomalias mais comuns no revestimento argamassado são:

Vesículas e empolamento
Causa mais comum: reação de hidratação da cal virgem ou a presença de impurezas em agregados.

Fissuras e microfissuras
Causa mais comum: maior teor de insumos e agregados que o necessário.

Proliferação de fungos
Causa mais comum: infiltração de água.

Descolamento
Causa mais comum: uso inadequado de tinta ou aplicação de pintura prematuramente sobre o reboco.



Fonte:cimentoitambe.com.br


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