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por Rose Elizabeth Mello

Poluição Luminosa



Sentar na porta de casa, debruçar-se na janela, caminhar pelas ruas admirando as estrelas; hábitos simples e agradáveis que a cada dia tornam-se mais difíceis devido à poluição luminosa. Poluição luminosa é qualquer emissão de um fluxo luminoso de fontes artificiais noturnas em quantidades, intensidades, direções, ângulos, faixas espectrais  e horários desnecessários.

Há muito tempo a questão de observação do céu noturno vem preocupando astrônomos de todo o mundo. O excesso de luz interfere em seus estudos dificultando o desenvolvimento do trabalho e consequentemente de novas descobertas e avaliações.

A 27a Assembleia Geral da União Astronômica Internacional, que ocorreu na cidade do Rio de Janeiro em agosto de 2009, lançou uma resolução "em defesa do céu noturno e pelo direito à luz das estrelas". Essa resolução pede que o céu seja tratado como patrimônio natural, devendo assim ser preservado.

Mas esse excesso de luminosidade não influencia negativamente apenas os estudos astronômicos, mas também causa impacto no ecossistema gerando diversos problemas nas vidas de animais e plantas. Nas praias onde existe a desova das tartarugas marinhas, a iluminação artificial na orla desorienta os filhotes em seu retorno ao oceano.

Nas grandes cidades já não é possível observar a beleza do céu mesmo em noites sem nuvens ou chuva, porque a claridade causada por uma imensa variedade de luz faz com que o céu “desapareça”.

Iluminação externa e interna das residências, iluminação urbana, aérea e marítima, anúncios em gigantescos painéis luminosos espalhados pelos centros urbanos que quanto mais desenvolvidos mais iluminados, são os principais responsáveis por esse “apagão”.



Tokyo




New York




São Paulo



O Stellarium é um programa de código aberto que recria um planetário em seu computador, onde você pode observar em 3D um céu realista de sua região, exatamente como você poderia observar de binóculo ou telescópio. Para isso basta definir suas coordenadas e aproveitar a observação. Os criadores do programa fizeram uma simulação dos níveis de visibilidade de estrelas em diversos ambientes externos:



O fato é que nas cidades já não podemos admirar o céu como fazíamos antigamente.

Mas o que parece apenas uma questão de saudosismo, nos coloca em uma situação delicada, não apenas em relação ao estorvo no trabalho dos astrônomos e dos problemas ao ecossistema, mas também nos faz pensar sobre o desperdício causado pelos inúmeros erros nos projetos de iluminação externa e interna e também na concepção de novas luminárias.

Infelizmente muitos profissionais com conhecimentos adquiridos em uma cadeira de um semestre na faculdade de arquitetura ou design de interiores tem realizado projetos de iluminação quando esses deveriam ser feitos por especialistas no assunto.

Um curso de especialização em Iluminação Aplicada tem a duração de 18 mêses. Um ano e meio apenas focado em luz, fotometria, projetos de luminárias, projetos de iluminação de interiores, exteriores, vias públicas, iluminação esportiva, fachadas e monumentos. O conhecimento adquirido é detalhado e profundo, bem diferente do que todos aprendemos durante 4 ou 5 mêses em uma faculdade, geralmente em uma cadeira de Conforto Ambiental que abrange conhecimentos também de conforto acústico e térmico.

Como resultado desse trabalho feito de maneira superficial, vemos projetos onde a luz, além de muitas vezes não cumprir sua função primeira, que é atender às necessidades do homem, também gera um imenso e desnecessário gasto de energia caminhando na contramão da sustentabilidade e causando essa poluição luminosa e um impacto que é sentido em todas as partes do planeta.

As consequências econômicas desse mal planejamento dos sistemas de iluminação causam prejuízos financeiros no mundo todo.

De toda a energia elétrica gasta no mundo, 19% é destinada à iluminação, mas 75%  de toda a base instalada já está defasada e ineficiente. No Brasil, segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), há 15 milhões de pontos de iluminação pública. Destes, cerca de 30% ainda utilizam lâmpadas a vapor de mercúrio, os quais podem ser modernizados por sistemas com lâmpadas a vapor de sódio ou mesmo sistemas com LEDs, com vantagens de menor consumo de energia e melhor qualidade de iluminação.

De acordo com o Gerente da Divisão de Eficiência Energética no Setor Público, Sr. Marcel da Costa Siqueira, a Iluminação Pública pode representar 75% dos gastos do município com energia elétrica e adotando um projeto de eficiência energética, como o Procel Reluz, a redução média no consumo é de até 40%.

A iluminação pública exerce um papel fundamental na vida e no desenvolvimento das cidades. Mas a preocupação com o desperdício da energia dessa iluminação é cada dia maior assim como adequar a economia a um sistema de iluminação que resguarde a segurança do local para que o cidadão possa desfrutar  plenamente dos espaços públicos. Além disso existe a segurança no tráfego, e a valorização de edificações e monumentos das cidades.


Segundo o último levantamento cadastral realizado pelo PROCEL/ELETROBRAS, feito em 2008 junto às distribuidoras de energia elétrica, há 15 milhões de pontos de iluminação pública instalados no país, aproximadamente, distribuídos da seguinte forma:



Em relação aos tipos e quantidades de lâmpadas instaladas no Brasil, temos a seguinte distribuição:




Canadian Space Agency



A imagem acima criada pela CSA – Canadian Space Agency mostra como os efeitos prejudiciais e desperdício da luz podem ser minimizados apenas com o uso adequado de luminárias externas.

A conscientização das pessoas é necessária para que essa questão da poluição luminosa seja resolvida dentro das possibilidades de cada região, e cabe aos profissionais da iluminação trabalharem colaborando para levar ao público em geral informações sobre os efeitos do excesso de luz tanto em ambientes internos como externos e também mostrar que existe uma quantidade de luz que atende perfeitamente cada usuário e cada função e que, qualquer coisa que ultrapasse essa necessidade torna-se imediatamente desperdício.

Ainda lembramos de olhar as estrelas? Poderemos conviver novamente com elas em nosso cotidiano?

"Ora (direis) ouvir estrelas" (Olavo Bilac)

Fontes

http://www.stellarium.org/
http://www.asc-csa.gc.ca/eng/default.asp
http://www.vineconsultoria.com.br/artigos.asp?codigo=2
http://meumundosustentavel.com/
http://www.aneel.gov.br/
http://www.eletrobras.com




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