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Em Exercício Profissional (veja mais 145 artigos nesta área)

por Eng. Ênio Padilha

O exercicio profissional e a sustentabilidade das profissões: uma abordagem mercadológica - 2ª parte



Valorização Profissional e Sustentabilidade são conceitos amplos e que podem ser abordados de diversas maneiras. Nessa segunda parte do artigo, analisaremos os seguintes aspectos: A sustentabilidade das profissões, Dimensões do exercício profissional e a crise, e, Elementos para o exercício profissional sustentável.

3 A SUSTENTABILIDADE DAS PROFISSÕES

Antes de desenvolver o assunto, é preciso definir o que é que nós entendemos por Profissão Sustentável. Fui buscar no dicionário o significado da Palavra Sustentável: encontrei “aquilo que pode ser sustentado. Mantido vivo, alimentado”. Portanto, uma profissão sustentável é uma profissão cujas práticas levem à sobrevivência no mundo mantendo (sustentando) os padrões de valorização, respeito e dignidade.


Daí podemos concluir que uma boa profissão não é, necessariamente, uma profissão sustentável. Tudo depende de como a profissão estiver sendo tratada. Que tipo de comprometimentos estiver sendo construído para o futuro da profissão.

Nos mais de vinte anos decorridos desde que saí da faculdade, em 1986, não tenho feito outra coisa senão me confrontar permanentemente com as questões relativas à Valorização Profissional e seus quatro sub-tópicos mais relevantes: Qualidade, Segurança, Flexibilidade e Ética. E não tenho nenhuma dúvida de que essas quatro questões estão intimamente ligadas à questão da sustentabilidade da nossa profissão.

Afinal, pensar em sustentabilidade é, automaticamente, pensar no futuro. Então, as perguntas que cada profissional deve fazer a si próprio (se quiser discutir a sustentabilidade da nossa profissão) são as seguintes:
- “Como é que eu, no exercício da Engenharia, da Arquitetura e da Agronomia estou interferindo no futuro da minha profissão?"
-“Que ambiente profissional estou deixando de herança para os engenheiros, arquitetos ou agrônomos que estarão se formando daqui a 20 anos?”

São perguntas simples que precisam ser respondidas com sinceridade. Afinal, não precisamos pensar muito para identificar ações no passado (nossas ou de outros colegas profissionais) que produziram as circunstâncias que temos de enfrentar hoje em dia. Nenhum profissional é uma ilha. Tudo o que se faz ou se deixa de fazer, terá conseqüências para outros profissionais. Tanto as coisas boas quanto as coisas ruins.

“O futuro deixa sempre pegadas no presente, há, portanto, que aprender a reconhecê-las para poder ajudar a construí-lo de forma mais favorável”. Esta frase, da engenheira Elaine Marcial ilustra bem esta questão. Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos lidam com o futuro o tempo todo. O futuro é uma de suas matérias primas. É o seu objeto de estudo e trabalho. Afinal, como disse o engenheiro Marcos Túlio de Melo, no seu discurso de posse à presidência do Confea1 “o que é um projeto técnico senão uma maneira que o homem inventou para criar as condições para o futuro desejado?”.

Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos não são contratados apenas para “dar assistência” ou “fazer o melhor que podem”. Eles têm compromisso com os resultados. São contratados para produzir consequências objetivas, visíveis e quantificáveis. O futuro não é tão incerto, como dizem muitos. E os arquitetos, engenheiros e agrônomos sabem disso, pois vivem de antever e forjar o futuro. Uma condição natural da nossa profissão é, justamente, a capacidade de prever os resultados, com precisão matemática.

4 DIMENSÕES DO EXERCÍCIO PROFISSIONAL E A CRISE

A atuação profissional (o exercício profissional) numa visão mais ampliada dá-se em três dimensões muito importantes:

A dimensão COMERCIAL em que se levam em conta o mercado de trabalho, o mercado de oportunidades profissionais e os efeitos das conjunturas locais, nacionais e internacionais.

A dimensão SOCIAL em que se manifestam as ações do profissional em relação aos interesses da sociedade. Onde as questões de éticas e cidadania se apresentam de forma decisiva e onde sua participação política tem espaço privilegiado;

E a dimensão POLÍTICO/PROFISSIONAL em que se evidenciam as ações (ou omissões) do profissional no desenvolvimento institucional da sua profissão, acima de seus interesses particulares, sejam eles pessoais ou comerciais.

No nosso dia-a-dia profissional nos confrontamos permanentemente com as questões comerciais, na busca pela nossa sobrevivência física. Todos os dias estamos lidando com clientes (tentando conquistá-los ou tentando atendê-los da melhor maneira possível), avaliando investimentos, decidindo sobre contas a pagar, credores, concorrentes, fornecedores, relações com os funcionários e outros compromissos...

Por trás dessas coisas todas, como um monstro que nos espreita permanentemente, está essa maldição que nós nos acostumamos a chamar de CRISE. Não passa um único dia sem que essa malvada senhora se apresente (e apresente suas armas) sob as mais diversas formas. Nos levando a acreditar na degeneração dos valores e no apocalipse. A Crise e os problemas do dia-a-dia, muitas vezes nos “empurram” para decisões que reduzem a zero a dimensão social do nosso trabalho.

Pior, roubam-nos o tempo que precisa ser dedicado para os aspectos político/profissionais e as necessárias reflexões sobre a ética e o comportamento social e profissional.

Existe um discurso corrente (e dominante) que supervaloriza a crise e faz apologia ao fim dos tempos. Isso acontece em todos os níveis: pessoal, profissional, social e político. Esse discurso dominante acaba criando nas pessoas uma sensação de impotência. Um estado de desesperança que torna irrelevante os valores éticos e as responsabilidades sociais.

As relações profissionais e comerciais são transformadas em um VALE-TUDO sem compromisso com o futuro. Relações comerciais em que o que conta é sobreviver. Levar vantagem, crescer financeiramente. Vencer na vida passou a ser sinônimo de vencer aos outros. Chegar na frente, custe o que custar.

Em defesa da sustentabilidade das profissões, não podemos aceitar o discurso da crise. Não podemos considerar razoáveis as desculpas da falta de dinheiro, da falta de tempo nem da falta de oportunidades.

O que as pessoas chamam de CRISE, devemos chamar de CONJUNTURA. Precisa ser entendida e enfrentada. E não utilizada como desculpa ou justificativa. Isto não significa uma cegueira empreendedora sem atenção aos perigos reais que a conjuntura apresenta.

Existem problemas? Sim, os problemas realmente existem. Mas existem muitas saídas. Muitas soluções. Muitas alternativas. Muitas possibilidades de ação sobre a conjuntura. Soluções que muitos profissionais não estão sequer considerando porque preferem ficar confortados no discurso da crise.

É preciso, portanto, mais otimismo na nossa visão da profissão, do mercado, do nosso país e até mesmo do mundo.

É fácil ser pessimista. Tem até um certo charme intelectual, uma vez que o pessimista, geralmente, costuma se auto-proclamar “realista”. Mas eu garanto, é mais eficiente e eficaz ser otimista.

5 ELEMENTOS PARA O EXERCÍCIO PROFISSIONAL SUSTENTÁVEL

A sustentabilidade da Marca Engenharia (ou “Arquitetura” ou “Agronomia”) está ligada ao comportamento dos seus praticantes. A percepção que a sociedade tem dessas profissões e dos seus profissionais é construída no dia-a-dia, através de pequenas e grandes ações desempenhadas no exercício profissional.

Uma marca (como a define Carlos Coelho e Paulo Rocha), “ao contrário do que a maioria das empresas do mercado ainda pensa, não é mais uma idéia única; é antes uma imensa multiplicidade de idéias organizada de forma única”. Isso dá uma idéia da responsabilidade individual do profissional engenheiro (ou arquiteto, ou agrônomo) para com seus colegas espalhados pelo país.

Assim, torna-se importante observar algumas ações que têm maior relevância para esse processo. Dentre essas ações e atitudes destacamos as seguintes:

- Agir com Ética, seja qual for a circunstância,
- Investir recursos na manutenção da competência
- Envolver-se nas atividades das organizações profissionais
- Trocar informações profissionais com os colegas sem objetivar vantagens pessoais.
- Não investir energias nas brigas internas das profissões
- Tratar bem os empregados e subordinados
- Não explorar os fornecedores
- Cumprir as promessas feitas, mesmo que não estejam escritas em orçamentos e contratos
- Não praticar e nem tolerar o Acobertamento
- Progredir Profissionalmente


Essas atitudes necessárias para o desenvolvimento do profissional, estarão sendo analisadas nos próximos artigos.

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