Seu navegador não supoerta scripts

Busca

 

Curso a Distância - Redução do consumo de água em edificações

Curso a Distância - Eficiência Energética em Edifícios

Curso a Distância - Arquitetura Corporativa

Curso a Distância - Terra Crua

Curso a Distância - Arquitetura Acessível x Barreiras Arquitetônicas e Culturais

 

Artigos

 



Catálogo de Produtos Inclusivos

 

Acompanhe-nos

Facebook   Facebook

 

 

por Alexandre Spatuzza

Sustentabilidade : Plano de mudança do clima : energia solar, prédios eficientes, reciclagem.



O Brasil deve reduzir em 10% o consumo de energia elétrica até 2030, começar a produzir células fotovoltaícas, gerar energia do lixo, estimular a construção de prédios eficientes e atingir um índice de reciclagem de resíduos de 20% em 2015. Estas são algumas das diretrizes de políticas públicas e metas do Plano Nacional sobre Mudança do Clima lançado pelo governo federal no dia 1 de dezembro.

No documento de mais 150 páginas elaborado nos últimos 12 meses por uma comissão interministerial, com representantes dos governos estaduais, cientistas e outros membros da sociedade, o governo traçou diretrizes e apontou políticas públicas para reduzir emissões de gases efeito estufa, mitigar os impactos das mudanças climáticas, proteger a floresta e criar condições para que a indústria e a população se adapte às mudanças invitáveis do clima.

Uma das principais e mais audaciosas metas é a redução do desmatamento das florestas brasileiras em 72% até 2017, pois é do desmatamento que vêm 75% das emissões de CO2 brasileiras, o foco do plano. O objetivo foi classificado como o mais ambicioso dentre os países desenvolvidos e em desenvolvimento e deve envolver mudanças na legislação fundiária, fortalecimento de monitoramento e fiscalização, políticas industriais e incentivos à preservação de florestas e reflorestamento.

"...não basta ter o Plano, não basta ter todos os decretos que o Presidente fizer", disse o Presidente Luis Inácio Lula da Silva durante o lançamento do Plano. "Nós temos que ter um processo de conscientização da sociedade brasileira sobre as vantagens comparativas que um país como o Brasil tem, de preservar a natureza, de cuidar corretamente das suas florestas, porque isso acaba sendo um ganho para o País, em vez de ser um prejuízo, como alguns pensavam alguns anos atrás".

Segundo o plano, as metas são independentes de acordos ou colaboração, pois contam com mecanismos de financiamento próprio e recursos orçamentários, incentivo governamental à pesquisa e desenvolvimento, sendo as principais ferramentas o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), financiamento orientado do BNDES e da Caixa Econômica Federal e o Fundo Nacional sobre Mudança do Clima, a ser composto com recursos do setor de petróleo e gás, sobras orçamentárias e empréstimos de instituições privadas. Além do foco de fomento à pesquisa científica básica e aplicada, o plano também abordou questões da matriz energética e os problemas urbanos, onde vive 80% da população brasileira, se consome 75% da energia no mundo e onde está o maior número de pessoas vulneráveis aos efeitos das mudanças climáticas.

EFICIÊNCIA ENERGÉTICA

No âmbito de eficiência energética o governo deve lançar em 2009 o plano nacional de eficiência energética, alinhado com a meta de reduzir o consumo de energia em 10% do consumo projetado, equivalente a 106TWh, o que deve evitar a emissão de 30 milhões de toneladas de CO2 em 2030.

Os detalhes do plano ainda não foram traçados, mas as ações complementares indicadas pelo plano incluem uma política industrial voltada à produção de equipamentos mais eficientes, estímulo à energia solar, como aquecimento de água (que deve reduzir o consumo em 2.200GWh ano até 2015) e energia fotovoltaíca e a implementação de um programa de compras governamentais eficientes.

Em relação à geração de energia solar por meio de células fotovoltáicas, o governo esclareceu que uma meta será estimular pesquisa para desenvolver processamento de silício para fabricar as celulas – material que existe em abundância no Brasil -, já que o país importa a tecnologia. Além disso, o governo pretende relançar o Programa de Conservação de Energia Elétrica (Procel) e o Programa Nacional de Racionalização do Uso dos Derivados de Petróleo e Gás (Conpet) para terem recursos próprios e identificação de novas tecnologias.

Além disso, o governo deve aprofundar o Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE) de equipamentos eletro-eletrônicos e em breve lançar o programa de etiquetagem de edifícios eficientes. Este último, servirá para permitir a escolha por projetos imobiliários mais eficientes energeticamente na hora da compra, o que, segundo a comissão, deve estimular o setor de construção civil a optar por projetos mais eficientes.

RESÍDUOS

Na área de resíduos, o plano aborda a geração de energia e a coleta seletiva. No lado de energia, o governo vê a oportunidade de gerar energia pela queima de resíduos sólidos e do gás metano produzido nos aterros. Segundo o plano, existe já um arcabouço legal, incluindo o MDL, para estimular a implementação de projetos deste tipo.

Usando estimativas de uma pesquisa patrocinada pelo Ministério do Meio Ambiente, até 2015, o Brasil deve gerar 356MW de eletricidade do lixo dos atuais 278MW.

Um dos instrumentos é o plano integrado de manejo de resíduos sólidos entre vários municípios e governos estaduais. A coleta seletiva e reciclagem, na visão da comissão que elaborou o plano, deve atingir 20% em 2015, de menos de 10% atualmente, o que deve ajudar na redução de pressão por recursos naturais e conservação de energia na produção industrial, pois o uso de plásticos, alumínio e papel reciclados como insumos para a produção reduzem a necessidade de energia no processo produtivo também.

Políticas para o setor rural, transportes (incluindo estímulo de uso de bicicletas em centros urbanos), geração de energia renovável, produção industrial mais eficiente, biocombustíveis e educação ambiental são outros pontos abordados pelo plano.

A revisão constante do plano também está prevista para permitir a inclusão de novas tecnologias e diretrizes, conforme as mudanças ao longo de sua implementação, informou Ministério do Meio Ambiente.

"O plano não é uma obra acabada", disse o Ministro do Meio Ambeinte, Carlos Minc. "Vamos ter acompanhamento setor por setor, meta por meta, todo ano. Assim podemos fazer os ajustes necessários e avaliar nosso desempenho".

Fonte : Revista Sustentabilidade

Comentários

Mais artigos

Monitoramento do consumo de energia: Cinco razões para criar o seu próprio registro

Energia: o que é mito ou verdade sobre o uso da geladeira

Vantagens e desvantagens da energia solar em residências

Lareiras a lenha e lareiras a gás: quais as vantagens e desvantagens?

Fotovoltaicos na Arquitetura

As vantagens e desvantagens da energia solar

Gerador eólico vertical: vantagens e desvantagens

Energia solar conquista espaço importante na construção civil

Dicas para diminuir o consumo de energia

Energia Renovável: A energia Solar no Brasil e em sua casa

15 Dicas práticas de como economizar energia elétrica em sua casa

Redução do consumo de energia e melhoria do conforto termo-acústico

Eficiência energética na construção civil

Economize energia elétrica na sua casa!

Dicas para economizar energia com a TV e o microondas

Etiqueta de eficiência energética nos edifícios!

Condução subterrânea de cabos elétricos e telefônicos.

Como se proteger de raios?

Dicas para economizar energia – Geladeira

Aquecedor a gas, o que considerar na hora da escolha

Energia que vem do sol!

Eficiência Energética: menos consumo na hora do banho.

Dicas para economizar energia elétrica na decoração

Poluição Causada por Grupos Geradores

Energia Solar Residencial

Bomba de calor pode tornar banho mais sustentável

Energia Solar Fotovoltaica

Etiqueta de eficiencia energética

Desativar uma usina nuclear é mais difícil do que se previa

Segurança e eficiência energética

Energia renovável ainda enfrenta obstáculos

Aplicações de Energia Solar

Energia solar: uma solução para milhões

O que é eficiência energética?

Microcontrolador otimiza aquecedor solar em dias de chuva

Controle energético: como poupar e preservar o meio ambiente.

Um ogro é um ogro: de novo os chuveiros elétricos...

Energia solar no Brasil

Infraestrutura terá R$ 274 bi até 2013

A avaliação/inspeção para a emissão da Etiqueta Nacional de Conservação de Energia será gratuita em 2009

Minas abandonadas poderão gerar energia geotérmica

O que é necessário para que o Brasil brilhe na energia solar?

Etiqueta de eficiência energética em edifícios comerciais: um diferencial de competitividade

Eletrobrás e Inmetro lançam Etiqueta de Eficiência Energética em Edificações

Energia solar

A crise da água: escassez e problemas de gestão

Energia Solar Térmica na Antártica

Aquecimento solar : CDHU vai comprar 15.000 aquecedores

Sustentabilidade : Plano de mudança do clima : energia solar, prédios eficientes, reciclagem.

´Cobra` de borracha vai explorar energia das ondas

Gerador eólico de baixo custo

Sistema Thermotank evita desperdícios e preserva o meio ambiente