Seu navegador não supoerta scripts

Busca

 

Curso a Distância - Redução do consumo de água em edificações

Curso a Distância - Eficiência Energética em Edifícios

Curso a Distância - Arquitetura Corporativa

Curso a Distância - Terra Crua

Curso a Distância - Arquitetura Acessível x Barreiras Arquitetônicas e Culturais

 

Artigos

 



Catálogo de Produtos Inclusivos

 

Acompanhe-nos

Facebook   Facebook

 

 

por Redação do Fórum da Construção

Desativar uma usina nuclear é mais difícil do que se previa



Teoricamente, ao atingir o fim de sua vida útil, uma usina nuclear deverá ser desmontada como qualquer outro equipamento inservível. Na prática, porém, autoridades e técnicos suíços e alemães estão vendo que a coisa não é tão fácil como se prevê nos estudos teóricos.

A experiência dos dois países mostra que fatores inesperados podem surgir na questão do desmantelamento dos equipamentos nucleares e que o planejamento financeiro não responde às necessidades reais.

Desativação de usinas nucleares

A demolição das usinas nucleares desativadas na Suíça já está planejada desde que elas foram projetadas. Porém, desde que entraram em funcionamento, nunca o destino dessas centrais esteve tão politicamente incerto como agora.


A usina nuclear de Beznau I, a mais antiga da Suíça, está se aproximando do momento de sua desmontagem, mas nem tudo está saindo como previsto.[Imagem: SFNSI]


Oficialmente a indústria atômica e o governo consideram que as usinas nucleares têm um período útil de vida de cinquenta anos.

Durante esse tempo, os consumidores de energia pagam um acréscimo na conta de energia de 0,8 centavo de franco suíço por Kilowatt/hora. Os recursos captados alimentam dois fundos: um fundo para o desligamento das centrais e um fundo para financiar a eliminação dos dejetos radioativos.

Os dois fundos são controlados pelo governo federal. Assim como os fundos de pensão, esses recursos são aplicados nos mercados financeiros. A meta é um retorno de capital na base de 5% ao ano. Atualmente a soma de capital dos dois fundos é de 4,15 bilhões de francos.

O custo oficial planejado para a eliminação dos dejetos radioativos durante o período de funcionamento das centrais (eliminação e transporte do lixo nuclear), e da demolição consequente das estruturas, é de 15,5 bilhões.

Desse valor, as operadoras das centrais assumem 7 bilhões. Os restantes 8,5 bilhões deveriam vir dos fundos - mas os fundos têm menos da metade disso.

Falta capital para o risco

Assim fica claro: mesmo se a central nuclear não for retirada prematuramente da rede elétrica, o financiamento do desmantelamento não está 100% garantido. A questão é se os mercados de capitais podem dar realmente um retorno anual de 5%. Em todo caso, especialistas consideram essa meta bastante ambiciosa.

Além disso, ainda é preciso levar em conta complicações possíveis no caso de trabalhos complexos e dispendiosos no desmantelamento. No caso de desativação prematura, o fundo não é mais financiado.

Caso haja necessidade de capital, a Lei atualmente em vigor na Suíça sobre o uso da energia nuclear prevê que as operadoras das centrais nucleares cubram a parte em falta, caso os recursos disponíveis nos fundos não sejam suficientes. Porém, especialistas duvidam que a quota de capital próprio responda a essa necessidade.

O especialista em mercados financeiros, Kaspar Müller, escreve no seu estudo publicado em 2008 - "Risco e rendimentos das centrais nucleares" - que falta "em grande ordem às centrais nucleares capital para assumir responsabilidade em caso de riscos e a estabilidade financeira é questionável".

Desmantelamento problemático na Alemanha

A experiência, até então, com o desmantelamento de uma usina nuclear na Alemanha, mostra que esse processo complexo não apenas pode durar mais do que vinte anos, mas também provocar surpresas desagradáveis na forma de locais que estão contaminados radioativamente. Esse fator aumenta o trabalho e também os custos.

"Nos últimos anos as empresas especializadas no desmantelamento ganharam bastante experiência. Foi possível aperfeiçoar e melhorar os métodos utilizados,", declara Philipp Hänggi, da Swissnuclear, o grupo de interesse das empresas do setor.

"Contudo, os custos e o tempo de desmantelamento da primeira dúzia de centrais desativadas não são diretamente transferíveis aos novos projetos de desmantelamento As etapas individuais podem ser padronizadas, mas o desmantelamento de todo o sistema será sempre um projeto individual," diz o representante da indústria.

Hänggi considera o prazo de 15 anos para desmontar completamente uma central nuclear como realista. A questão, de saber se o terreno utilizado poderá abrigar posteriormente um parque infantil, é respondida por ele com um "sim".

Herança nuclear

Na desmontagem, em primeiro lugar são removidos os bastões de combustível nuclear e o edifício do reator. A descarga das barras de combustível "não é um processo extraordinário", declara Michael Schorer, chefe de comunicação no Fórum Nuclear. "Os bastões de combustível são trocados regularmente durante o funcionamento normal das centrais e levados para depósitos provisórios."

As autoridades suíças estimam que o simples desmantelamento de todas as centrais nucleares do país e a manutenção do depósito provisório de lixo nuclear em Würenlingen custaria 2,2 bilhões de francos.

Os custos de eliminação durante o período de funcionamento das centrais são de 13,3 bilhões. No valor está incluído o reprocessamento dos bastões, o depósito provisório e o depósito geológico final.

A cada cinco anos os custos são checados e reavaliados. Um estudo mais recente deverá ser publicado em 2012.

A partir da catástrofe no Japão, a pressão para o desligamento antecipado das mais antigas usinas - Mühleberg e Beznau - não vem mais só dos grupos de esquerda e os ecológicos, mas também de uma parte dos partidos de centro.

Por outro lado, o lobby atômico resiste: a desativação prematura teria não apenas consequências a curto prazo, mas também afetariam o planejamento do período subsequente, incluindo também o financiamento para a demolição das estruturas criadas.


Fonte: www.inovacaotecnologica.com.br


Você conhece o "Curso a distancia IBDA - SitEscola? Veja os cursos disponíveis, e colabore com o IBDA, participando, divulgando e sugerindo novos temas.

Comentários

Mais artigos

Energia: o que é mito ou verdade sobre o uso da geladeira

Vantagens e desvantagens da energia solar em residências

Lareiras a lenha e lareiras a gás: quais as vantagens e desvantagens?

Fotovoltaicos na Arquitetura

As vantagens e desvantagens da energia solar

Gerador eólico vertical: vantagens e desvantagens

Energia solar conquista espaço importante na construção civil

Dicas para diminuir o consumo de energia

Energia Renovável: A energia Solar no Brasil e em sua casa

15 Dicas práticas de como economizar energia elétrica em sua casa

Redução do consumo de energia e melhoria do conforto termo-acústico

Eficiência energética na construção civil

Economize energia elétrica na sua casa!

Dicas para economizar energia com a TV e o microondas

Etiqueta de eficiência energética nos edifícios!

Condução subterrânea de cabos elétricos e telefônicos.

Como se proteger de raios?

Dicas para economizar energia – Geladeira

Aquecedor a gas, o que considerar na hora da escolha

Energia que vem do sol!

Eficiência Energética: menos consumo na hora do banho.

Dicas para economizar energia elétrica na decoração

Poluição Causada por Grupos Geradores

Energia Solar Residencial

Bomba de calor pode tornar banho mais sustentável

Energia Solar Fotovoltaica

Etiqueta de eficiencia energética

Desativar uma usina nuclear é mais difícil do que se previa

Segurança e eficiência energética

Energia renovável ainda enfrenta obstáculos

Aplicações de Energia Solar

Energia solar: uma solução para milhões

O que é eficiência energética?

Microcontrolador otimiza aquecedor solar em dias de chuva

Controle energético: como poupar e preservar o meio ambiente.

Um ogro é um ogro: de novo os chuveiros elétricos...

Energia solar no Brasil

Infraestrutura terá R$ 274 bi até 2013

A avaliação/inspeção para a emissão da Etiqueta Nacional de Conservação de Energia será gratuita em 2009

Minas abandonadas poderão gerar energia geotérmica

O que é necessário para que o Brasil brilhe na energia solar?

Etiqueta de eficiência energética em edifícios comerciais: um diferencial de competitividade

Eletrobrás e Inmetro lançam Etiqueta de Eficiência Energética em Edificações

Energia solar

A crise da água: escassez e problemas de gestão

Energia Solar Térmica na Antártica

Aquecimento solar : CDHU vai comprar 15.000 aquecedores

Sustentabilidade : Plano de mudança do clima : energia solar, prédios eficientes, reciclagem.

´Cobra` de borracha vai explorar energia das ondas

Gerador eólico de baixo custo

Sistema Thermotank evita desperdícios e preserva o meio ambiente