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Em Retrofit e Restauração (veja mais 36 artigos nesta área)

por Juliano Darós Amboni

Recuperação de fachadas: qual a importância de manter a edificação bem cuidada



Além de resolver e evitar problemas como rachaduras, bolhas, manchas entre outras falhas, a recuperação de fachadas garante segurança e valorização do imóvel.


A constante exposição a que estão sujeitas as áreas e pinturas exteriores de edifícios, deixa-as suscetíveis a variados tipos de desgaste, exigindo trabalhos de manutenção e, muitas vezes, a recuperação de fachadas. A falta de manutenção nestas áreas, além dos prejuízos estéticos e consequente desvalorização patrimonial, pode ser prejudicial às estruturas do edifício, criando infiltrações e condições de insalubridade e arriscando a segurança dos moradores e pedestres, entre outros problemas.

Rachaduras, trincas, fissuras, descascamento, bolhas, eflorescência e manchas estão entre os inúmeros problemas que as fachadas de um prédio pode apresentar. Se a edificação for revestida de pastilhas ou outro material cerâmico, o destacamento pode aumentar a lista de danos. As causas podem ser decorrentes de materiais utilizados na construção, como tijolos e blocos, massa de assentamento, reboco, emboço, como também dos movimentos na estrutura do edifício, da incidência de umidade causada por infiltrações ou vazamentos de tubulações hidráulicas, ou de vários desses fatores simultaneamente, além do desgaste natural do tempo. Por isso, avaliar as causas das anomalias é fundamental para obter bons resultados na recuperação das fachadas.

Por isso, a recuperação de fachadas vai muito além de uma pintura nova. Antes da estética, a estrutura é mais importante. Primeiro, deve ser feita uma avaliação, verificando como está a estrutura do prédio e a origem das possíveis falhas. Para esse trabalho, é preciso contar com um responsável técnico para executar a restauração de forma precisa e segura. Esse profissional pode ser um arquiteto, que está habilitado para tratar de todas as questões referentes à recuperação de fachadas, incluindo a segurança dos trabalhadores envolvidos. O arquiteto pode atuar na restauração de edifícios residenciais, comerciais e institucionais, e até de construções como igrejas, museus e outras com particularidades diferentes de prédios mais convencionais.

A recuperação é realizada mantendo as características originais com ênfase na manutenção das estruturas, para que o revestimento final fique similar ao existente. Neste tipo de trabalho, o arquiteto não atua como projetista, apenas como executor do trabalho. Ou seja, não é feita uma proposta de mudança de cor ou nova composição da fachada. Caso seja necessário estas mudanças, aí então deve ser feito um projeto específico para atender as demandas. A escolha fica a critério de cada condomínio, que em 95% das vezes, opta por manter as características originais já existentes, focando na recuperação, correção de falhas e nova pintura.

Neste trabalho, a responsabilidade técnica do arquiteto se dá na prática. O profissional está sempre acompanhando o processo de obra, e atento aos procedimentos da rotina de trabalho e da qualidade total do processo. A cada semana, é feita uma avaliação para manter o controle da qualidade das tintas, do uso de equipamentos de segurança pelos trabalhadores, a identificação da obra, bem como critérios rápidos de análise e acompanhamento.Ao final da obra, que tem duração em torno de 90 dias, é feito um relatório total desse acompanhamento, com uma conclusão geral.

A recuperação de fachadas deve ser realizada a cada cinco anos, um prazo médio para a boa conservação do edifício e para manter o aspecto preservado da edificação, como se estivesse ainda nova. Mas, dependendo de fatores como o grau de agressividade ambiental em que a edificação estiver inserida (nível de poluição atmosférica, presença de fuligem, maresia, chuva ácida em ambientes industriais); regime de chuvas; e o desempenho dos materiais utilizados na construção, que podem interferir na duração do restauro, é interessante fazer avaliações em menores espaços de tempo.

Vale ressaltar que uma inspeção eficaz, somada a uma manutenção periódica e regular, evita intervenções mais profundas de recuperação, diminuindo custos e riscos associados à possíveis patologias nas fachadas dos edifícios. Dessa maneira, prolonga-se a vida útil do prédio, além de manter a valorização do imóvel como um todo, bem como das unidades individuais.



Juliano Darós Amboni, Arquiteto titular, atua na área de projetos de arquitetura e execução de obras desde 1994, consolidando uma experiência ampla e diversificada nos aspectos da construção civil. Além disso, é professor de Projeto de Arquitetura, Urbanismo, Infraestrutura e Tecnologia no curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade do Vale do Itajaí – UNIVALI.



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