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Saiba mais: www.sustentax.com.br

Em Arquitetura sustentável (veja mais 117 artigos nesta área)

por Arq. Cristiana Azevedo

Arquitetura Apropriada em busca da Sustentabilidade



Atualmente o documento “Agenda 21 para Construções Sustentáveis”, uma das interpretações mais importantes feitas pelo CIB (Conselho Internacional de Edifícios) para o setor da construção, vem chamando a atenção para o modo de alcançar a tão desejada arquitetura sustentável: “O projeto Sustentável atual exige - o pensar globalmente, o atuar regionalmente e viver localmente”.

É esse modo de pensar que vem dando volta na cabeça dos profissionais da área: Como materializar nos projetos as características locais em meio a um mundo globalizado? O que significa arquitetura própria de uma região? Solução local é sinônimo de pouca tecnicidade? Quais benefícios trazem esse modo de fazer arquitetura?

Este artigo busca através da aclaração de conceitos e exemplos reais, responder estas questões por meio de três aspectos que influenciam uma Arquitetura Apropriada: influencia dos materiais, do clima e dos usos e costumes de uma região. Entende-la pode nos ajudar na implementação prática de iniciativas sustentáveis.


Duas arquiteturas diferentes, porém próprias de sua região, com técnica, cultura, espaços e materiais apropriados. Fig. 1 – Sede da Ipel em São Paulo (Projeto de Sidonio Porto). Soluções bioclimáticas e pouco impacto ao seu entorno. Fig. 2 – Casa tradicional Dorze, Sul da Etiópia, construída com um entrançado de cana de bambu coberto com fibras vegetais.


Fig. 3 – Magney House, Austrália, projeto de Glenn Murcutt: Sua arquitetura representa a tecnologia e os materiais disponíveis em um tempo e lugar: “A arquitetura deve ser uma resposta, não uma imposição”, diz o arquiteto.

Entendendo a ideologia – o ‘porque’ do apropriado

Então vamos entender melhor o que significa construir localmente. Um conceito que responde muito bem a esse novo desafio é a chamada Arquitetura Apropriada. Essa forma de projetar e construir necessita que a arquitetura esteja em total sintonia com seu entorno relacionando-se com seu meio-ambiente natural, econômico, social e cultural, buscando atender as prioridades locais da região fazendo uso dos recursos disponíveis.

Atualmente já é um consenso entre arquitetos, engenheiros e profissionais do ramo, que a cadeia da construção civil é parte fundamental no desenvolvimento de uma região. E por isso devemos estar conscientes da importância de responder às necessidades, problemas e prioridades locais por meio de recursos próprios, sem a necessidade de importar mão-de-obra, tecnologia e materiais mais caros e de difícil execução. Além de poupar a natureza, essa ideologia traz benefícios a todos os atores envolvidos na cadeia da construção: usuários, comunidade local, empreendedores, profissionais e mão de obra operária.


Fig. 4 – Casas sobre palafitas no Amazonas, adequadas às necessidades de proteção das cheias do rio. (Fonte: Beatriz Santos Oliveira)

A influencia dos materiais locais

Vamos começar com o material usado. Utilizar matéria-prima local, própria da região significa: não gastar energia com transporte de longa distância e gerar emprego local por meio de mão-de-obra conhecida proporcionado pelo material que prevê técnicas populares. Toda essa cadeia nos dá resultados benéficos para a sustentabilidade dessa região: Desenvolvimento Local, preservação da cultura local, mínimo impacto ambiental e mínima demanda de energia.

Um ótimo exemplo de material e tecnologia apropriada ao nosso país é o solo-cimento, obtido da mistura de solo, água e cimento. Um artigo já publicado aqui no Fórum explica muito bem suas propriedades: alternativo, barato, proveniente de técnica vernácula (adobe) e apresenta ótimos resultados em paredes, pisos, paisagismo e estruturas. O tijolo pode ser construído no local da obra, com material e mão-de-obra local, além de responder com um bom desempenho térmico. Mais uma vez: bom ao usuário, para a população local e para o meio ambiente.


Fig. 5 – Módulo do tijolo de solo cimento. Fig. 6 - Casa popular feita com tijolos de solo-cimento em Cuiabá. (Fonte: Artigo “Solo-cimento, solução para economia e sustentabilidade”)

A influencia do clima local

Prestar atenção ao clima local e produzir soluções bioclimáticas é vital para nos aproximarmos das decisões corretas de desenho no projeto, pois determina o conforto ambiental interno e ajuda a definir o partido arquitetônico adotado.

Utilizar os recursos naturais renováveis oferecidos pelo entorno local pode ser conseguido através de uma correta orientação do edifício que se traduz em: uma boa iluminação natural interna, conforto visual, economia de energia já que diminui o uso de iluminação artificial e torna desnecessário o uso de condicionadores de ar.


Fig. 7 e 8 – O clima local é fator preponderante na forma e na composição dos espaços da Arquitetura do Arquiteto Lelé. Nesse exemplo do Hospital Sara no Rio de janeiro, Lelé soube aproveitar de maneira eficiente a luz e as brisas locais. Sistema adequado a essa região, que não funcionaria em outro local.

A influencia dos usos e costumes locais

Para uma arquitetura ser bem aceita por seu usuário, esta tem que responder a seus costumes particulares, necessitando espaços apropriados à suas atividades. Geralmente uma mesma região costuma apresentar usos gerais muito semelhantes, o que também se traduz na identidade arquitetônica dessa região.

Por exemplo, uma região de temperaturas severas com grandes diferenças de amplitude durante o ano, muito altas em verão e muito baixas em inverno, como a cidade de Mendoza aos pés da Cordilheira do Andes, traduz hábitos diferentes de uma cidade com Rio de Janeiro onde o clima é mais ameno, com altas temperaturas, porém suavizadas com a possibilidade de brisas do mar. Em uma região como Mendoza as pessoas costumam realizar suas atividades em ambientes compactos e protegidos, o que facilita a sensação de proteção e também o isolamento do ambiente externo.

Em uma região de praia, as pessoas necessitam espaços abertos, dispersos e arejados que possibilitem o hábito de interagir com o meio externo. Ou seja: hábitos e costumes diferentes necessitam espaços e formas diferentes.

Um bom exemplo de caso

O arquiteto Severiano Mário Porto é um ótimo exemplo de como se projetar de forma apropriada à região, traduzindo a cultura local, respondendo com espaços adequados ao uso e aproveitando o clima. Sua arquitetura ‘regionalista e eco-eficiente’ é uma mescla desses princípios e de soluções inovadoras.

Vejamos o projeto da Aldeia Infantil SOS do Amazonas, que foi construído para abrigar crianças órfãs em novas famílias em um ambiente saudável e adequado a essa situação tão delicada. A idéia foi formar uma espécie de pequena aldeia com casas para as crianças morarem com suas mães sociais.

Para preservar seus costumes as casas foram projetadas de maneira a promover o convívio em sociedade, criando grandes espaços de convívio comum, e de integrar da melhor maneira possível as construções ao meio natural. A idéia de ‘Aldeia’ é preservada graças à tipologia utilizada, aos processos construtivos e a essa integração entre casas, espaços comunitários e à circulação coberta em forma sinuosa.

Além disso, todo o projeto foi pensado visando atender às necessidades de conforto ambiental de maneira natural, com orientação adequada e disposição das casas de maneira a possibilitar a ventilação cruzada entre elas.


Fig. 9 – ‘Aldeia Xavante tradicional. Na área central se desenvolve a vida social da comunidade. Fig. 10 – ‘Exemplo de casa indígena amazônica, utilizada para encontros da aldeia, construída em madeira e coberta por folhas de palmeira’.


Fig. 11 – O projeto em fase de construção – as casas e a circulação coberta. Fig. 12 - Detalhe da cobertura sinuosa. Severiano Porto remete tipologia, materiais, usos e costumes à idéia tradicional de aldeia. (Fonte: Mirian Keiko e Beatriz Santos)

Concluindo

A arquitetura Apropriada não é necessariamente sinônimo de Arquitetura Sustentável, porém é aspecto fundamental dela. Para se alcançar a sustentabilidade não devemos nos limitar aos aspectos ecológicos, mas às dimensões sociais e culturais também.

Um edifício apropriado a Curitiba dificilmente seria apropriado à Nova York. Por isso nós, profissionais e construtores do hábitat humano, além de criatividade devemos fazer uso de toda uma gama de variáveis humanas, naturais e econômicas próprias de cada lugar já que uma arquitetura deve representar sua região, seu país, seu povo e sua cultura.

Climas diferentes pedem soluções diferentes; costumes diferentes produzem espaços diferentes; e materiais diferentes necessitam tecnologias diferentes. Fica aqui a proposta de uma reflexão.

Para saber mais sobre o tema e referencias bibliografias:

“Por um regionalismo eco-eficiente: a obra de Severiano Mário Porto no Amazonas” (Mirian Keiko Ito Rovo e Beatriz Santos Oliveira).

“Diseño y Región – Arquitectura Apropiada” – Arnoldo Gaite.

“Solo-cimento, solução para economia e sustentabilidade” - Iberê M. Campos.
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