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por Samantha Maia (Valor Online)

Empresas e condomínios já tratam esgoto



A retomada da indústria de saneamento no país faz crescer alternativas ao serviço público e cada vez mais condomínios e empresas estão optando por tratar seus próprios efluentes.
Livio Salles, da Biosistemas: "Tratar efluentes há 15 anos era muito caro, hoje permite à empresa fazer economia" (foto)

No caso de ausência de atendimento da rede de esgoto, era comum o descarte dos dejetos em cursos d`água ou o uso de fossas sépticas. Hoje, a queda de até 50% do custo dos equipamentos de tratamento de esgoto, comparado ao que se tinha há dez anos, e as maiores exigências das agências ambientais, têm possibilitado mudar essa cultura.

No Estado de São Paulo, a utilização de estações compactas de tratamento de esgoto já foi incorporada pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) sem grandes impactos no custo total da obra. Para se ter uma idéia, num conjunto de 122 casas em que foram investidos R$ 7,6 milhões, o sistema de tratamento de efluentes custou R$ 140 mil, ou 1,84% do total do empreendimento.

Segundo o superintendente de projetos do órgão, Altamir Tedeshi, é difícil calcular quantos condomínios populares já funcionam com esse sistema, mas a alternativa tem sido uma solução aos embargos que as obras sofriam devido à ausência de atendimento da rede pública. "Em locais sem rede de esgoto, não se pode mais construir se não tiver um destino certo para a carga poluidora", diz.

A fossa séptica, sistema em que o esgoto é depositado em um poço onde a parte líquida é absorvida pelo solo e a sólida é removida mecanicamente, não é tida mais como uma alternativa viável pela Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). Segundo o gerente do setor de planejamento da agência ambiental, Laércio Vechini, o seu uso depende muito do espaço disponível para a construção do poço e ela não pode atender um grande número de pessoas.

Há ainda muitos locais no Estado que dão esse tipo de destinação para seus dejetos, um cenário que tende a acabar devido a extinção das licenças ambientais "eternas". Desde 2002, o sistema de licenciamento ambiental no Estado passou a dar prazos de dois a cinco anos para renovação das licenças, o que permite à Cetesb estabelecer programas de melhorias. "Hoje é possível colocar metas para a renovação da licença", diz. Vechini explica que o tratamento dos efluentes já faz parte das metas cobradas das empresas, e segundo o técnico, o desenvolvimento de tecnologias compactas de tratamento dos efluentes, com custos menores, tem facilitado o processo.

Em Minas Gerais, a fabricante de implementos agrícolas Siac se adiantou em dois anos à renovação da licença ambiental e trocou, em 2003, sua fossa séptica por um sistema compacto de tratamento de esgoto. Segundo o gerente de recursos humanos e ambientais da empresa André Luis Bettoni, a fossa era utilizada há três anos porque o local em que a fábrica está instalada, no municípios de Guaranésia, não possui rede de saneamento.

"Foi uma mudança para melhorar o sistema operacional e atender as condicionantes da Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam)", diz ele. A empresa gasta R$ 150 mil por ano com manutenção do sistema que atende até 600 pessoas por dia.

Também sem atendimento público de saneamento, o condomínio de alto padrão Terravista Vila, em Trancoso (BA), optou por construir sua própria estação de tratamento de esgoto em fevereiro deste ano para obter a licença de instalação. A cerca de 20 quilômetros do centro da cidade de Porto Seguro, o local integra os 53% dos domicílios sem serviço público de coleta e tratamento de esgoto do país.

O investimento num sistema com capacidade para tratar 70 metros cúbicos por dia foi de aproximadamente R$ 440 por habitante, pequeno se comparado ao preço médio das casas, de R$ 1,2 milhão. "Não encarece a construção e se pesarmos no impacto ambiental, o custo pode ser considerado ainda menor", diz Orlando Martinez, diretor de Operações da Terravista Empreendimentos, responsável pelo investimento. Para aproveitar a água resultante do tratamento em irrigação de jardim, o condomínio também investiu em equipamento de reúso, que dá um tratamento adicional ao material.

O aumento do interesse das empresas em equipamentos de saneamento é visível nos faturamentos das fabricantes. A empresa Mizumo, especializada no setor, há dois anos têm um crescimento de 20%, e para este ano já projeta aumentar seus negócios em 40%. "É uma mudança de cultura dos clientes, mas também é reflexo de um maior rigor no cumprimento da legislação", diz Giovane Toledo, gestor da unidade de negócios da Mizumo. Entre os clientes, estão indústrias, condomínios residenciais e hotéis.

A General Water, por sua vez, viu seu faturamento crescer 50% nos dois últimos anos com clientes na área comercial e de serviços. Outra fabricante, a Biosistemas, também cresceu 50% ao ano nos últimos dois anos, trabalhando conjuntamente com sistemas de reúso da água. Para o diretor-executivo da Biosistemas, Lívio Salles, a questão financeira também tem pesado para as empresas, pois o reúso da água obtida no tratamento do esgoto permite diminuir os gastos. "Tratar efluentes há 15 anos era muito caro, hoje permite à empresa fazer economia", diz.

Segundo ele, se há cinco anos uma estação para atender 20 mil pessoas custava em média R$ 10 milhões, hoje ela pode ser comprada por até R$ 2 milhões. A Mizumo não fala em valores, mas estima que nos últimos cinco anos as melhorias nos processos produtivos, desenvolvimento de fornecedores e otimizações logísticas, permitiram que eles conseguissem uma redução de preços de aproximadamente 40%. "Não é possível estimar um valor fechado porque nossos sistemas são projetados exatamente de acordo com as necessidades dos clientes, possuem diferentes tamanhos, capacidades de tratamento e volume de vazão", diz.

Segundo o Sindicato Nacional das Indústrias de Equipamentos para Saneamento Básico e Ambiental (Sindesam), de dez anos para cá o número de empresas especializadas em estações de tratamento de esgoto compactas cresceu de dez para 20. "A recuperação desse mercado é recente, vem a partir de 2006", diz Gilson Cassini Afonso, presidente da entidade. O aumento da concorrência, por sua vez, foi benéfico para o consumidor, pois influenciou na queda dos preços, segundo Afonso.

Há sete anos, a Serasa, empresa de análise de crédito, adiou seus planos de tratar o esgoto da sua sede na capital paulista por não encontrar no mercado equipamentos que pudessem ser alocados em seu terreno. Em 2004, conseguiu comprar uma estação compacta com capacidade para tratar 64 mil litros de esgoto por dia, um investimento de U$ 230 mil. O processo gera 55 mil litros por dia de água de reúso, que é usada para lavar o pátio e regar jardins. A empresa conseguiu alcançar 35% de redução na sua conta de água, o que, segundo o especialista em engenharia predial da Serasa, Arnaldo Bórgia, "paga" o valor investido nos equipamentos. "Nós buscamos ter sustentabilidade e tirar do setor público a necessidade de investir mais para bancar nosso consumo."

Em casos em que o cliente é abastecido com a rede pública de saneamento, como o da Serasa, há possibilidade de pedir à concessionária um desconto na conta, por não utilizar o serviço da rede de esgoto. No entanto, essa saída ainda é pouco utilizada.

Fonte: www.valoronline.com.br

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