Seu navegador não supoerta scripts

Busca

 

Curso a Distância - Redução do consumo de água em edificações

Curso a Distância - Eficiência Energética em Edifícios

Curso a Distância - Arquitetura Corporativa

Curso a Distância - Terra Crua

Curso a Distância - Arquitetura Acessível x Barreiras Arquitetônicas e Culturais

 

Artigos

 



Catálogo de Produtos Inclusivos

 

Acompanhe-nos

Facebook   Facebook

 

 

Em Empreendimentos Imobiliários (veja mais 120 artigos nesta área)

por Geól. Álvaro Rodrigues dos Santos

Terraplanagem + erosão = desastre



Erros técnicos elementares de planejamento e execução na condução de serviços de terraplenagem têm implicado em generalizada e intensa ação de processos erosivos com conseqüências financeiras e patrimoniais desastrosas para os próprios empreendimentos que estão sendo implantados e, pelo decorrente assoreamento das drenagens, para toda a região de entorno desses empreendimentos.

A erosão é assim madrasta, destrói o terreno onde ocorre e compromete toda uma extensa região adjacente.
O problema apontado ocorre invariavelmente em todos os tipos de obras civis, sejam habitacionais, sejam empresariais, sejam viárias, sejam nas de grande ou de pequeno porte. Tudo sugere que seja mesmo uma deformação técnica de ordem cultural que se instalou aos poucos na engenharia brasileira.

No âmbito dessa deformação a terraplenagem dissociou-se do corpo maior do projeto, sendo vista simplistamente como uma operação prévia de “limpeza” e preparo do terreno para, só então, dar-se o início da efetiva implantação do projeto. Nessa condição, ela normalmente se processa por vias terceirizadas e totalmente fora de qualquer controle técnico de qualidade por parte do empreendedor.


Empreendimentos empresariais não fogem ao desastroso e lesivo cacoete de adequar a natureza ao projeto ao invés de adequar o projeto à natureza

Uma operação técnica da maior importância temerariamente, via de regra sob o total e único comando de “intrépidos” operadores de poderosas máquinas de terraplenagem.Em nossas condições brasileiras de clima tropical, solos profundos e pluviosidade concentrada esse desleixo técnico é agravantemente desastroso.

Para se ter uma idéia da dimensão dessa calamidade geológico-geotécnica, basta ter-se em conta que na Região Metropolitana de São Paulo são liberados por erosão algo em torno de três milhões e meio de metros cúbicos de sedimentos a cada ano. Volume que vai assorear toda a rede de drenagem e está hoje entre as principais causas das enchentes que teimam em assolar a região.

A correção dessa deformação técnica passa por uma decisão radical de se voltar a categorizar a erosão como um mal de primeira categoria para a engenharia e para a sociedade. Um inimigo a ser batido. Em outras palavras, no âmbito dos procedimentos de qualidade impõe-se uma decisão de se adotar como referência o conceito de Erosão Zero.

Quatro cuidados técnicos compõem o suporte tecnológico a essa decisão:

- do ponto de vista preventivo é imperioso que a arquitetura e a engenharia brasileiras abandonem o preguiçoso cacoete de adequar o terreno aos seus projetos de prancheta, ou seja, “fabricar”, via intensas e extensas terraplenagens, as áreas planas que seus burocráticos projetos exigem. Os serviços de terraplenagem serão dispensáveis, ou ao menos em muito reduzidos, caso os projetos criativamente se adaptem às condições naturais (no caso, ao relevo) dos terrenos onde serão implantados. Ganha o empreendimento, ganha a estética, ganha o ambiente.

- uma vez indispensável a terraplenagem, sempre ter em conta que os solos superficiais (em nosso clima, algo entre 2 a 3 metros de profundidade), por serem geologicamente mais argilosos e pela cimentação de seus grãos por diversos tipos de óxidos, são muitíssimo mais resistentes à erosão do que os solos saprolíticos inferiores. O ideal, portanto, é não se retirar essa camada superficial de solo; mas no caso em que a terraplenagem necessária imponha essa retirada, estocar esse solo superficial para o futuro uso no recobrimento das áreas terraplenadas que ficarão expostas à ação dos processos erosivos. Além de mais resistentes à erosão, os solos superficiais têm melhores características geotécnicas e são mais férteis.


Empreendimentos habitacionais invariavelmente têm optado por intensas e extensas terraplenagens para a pretendida conformação geométrica do terreno, um palco de excelência para a deflagração de destruidores processos erosivos

- os serviços de terraplenagem têm que ser programados com critérios rígidos. É um grave erro proceder-se toda a terraplenagem para só então se “iniciar” a obra. Esse erro implica que por um grande período, na verdade por todo o tempo de duração da obra civil, as áreas terraplenadas fiquem submetidas à erosão. O correto é que a terraplenagem caminhe junto com a implantação da obra civil, ou seja, vai-se fazendo a terraplenagem na medida que o avanço da obra a exige. Alternativamente pode-se fazer a terraplenagem por painéis. Completa-se um painel, faz-se sua proteção contra a erosão e só então inicia-se um próximo painel. Com isso o tempo de exposição do solo à erosão reduz-se em muito.

- um outro expediente prático que reduz em muito a erosão é adotar-se uma proteção, que seja provisória, dos taludes à medida do aprofundamento da terraplenagem. Exemplificando, assim que a terraplenagem produza o primeiro degrau com um talude de dois metros de altura, já de imediato se protege esse talude provisoriamente contra a erosão. De forma que quando a terraplenagem atingir a cota inferior de projeto todo o talude já estará protegido. Como proteção provisória pode-se adotar, por exemplo, a tecnologia Cal-Jet, que consiste na pulverização de uma calda de cal fluida sobre o talude.

Enfim, como foi dito, a erosão é madrasta, mas é perfeitamente possível vencê-la. Apenas uma questão de decisão para a Engenharia brasileira.

Comentários

Mais artigos

6 Dicas para encontrar o apartamento ideal

Morar em condomínio: pontos positivos e negativos

Como Escolher um Apartamento

Comprando um imóvel com segurança

Hora de reforçar a higiene nos condomínios para combater as doenças no outono/inverno

A diferença entre construtora e incorporadora

Vistoria de apartamentos novos: porque ela é tão importante.

Dicas para a compra segura de seu imóvel

Os cuidados ao contratar a administradora do condomínio

Pensando nas Crianças: geração que vive em condomínio quer desfrutar de lazer e segurança

Taxas de condomínio: alternativas são necessárias para o momento de crise

O síndico e as reformas condominiais

Acessibilidade, Condomínios devem se adaptar

Mitos e verdades na compra de uma casa

Condomínios novos reduzem o consumo de água.

Vantagens e Cuidados na hora de Comprar Imóveis na Planta.

Condomínios: Tolerar ou não barulho de vizinhos.

Imóveis, A era dos supercompactos

Como elaborar um projeto de construção de uma casa?

Instalação de antena em topo do prédio

Dicas para a compra de casa de campo

Vidros na construção civil

Você sabe o que é manutenção predial?

Imóvel novo ou usado? Antes de decidir, veja o que levar em conta.

Manutenção, algo que todos precisamos

Alteração da fachada do apartamento: quem decide, o proprietário ou o condomínio?

Assembleia virtual em condomínios é tendência

Condomínio, sociedade que deve prevalecer o diálogo

Saiba como eliminar os cupins da sua casa

Ninguém quer ser síndico. E agora?

Perguntas e respostas sobre Direito Trabalhista

Como comprar um Imóvel sem acumular Dívidas.

O uso do FGTS para a compra de imóveis.

Primavera traz aumento de bichos indesejados no condomínio. Como se prevenir?

A área do Imóvel no Lugar Certo.

Como avaliar um imóvel?

Drogas em condomínios

À procura de uma administradora, Aspectos importantes a serem considerados

Com quantos shopping centers se faz uma cidade?

Quais os recursos que podem ser usados para definir um valor para o seu imóvel?

Qual a diferença entre área útil e área total?

Os criadores de um projeto imobiliário - bastidores de uma obra

Implantação do prédio no terreno

O que checar antes de assumir o cargo de síndico

Na hora de reformar, quem deve arcar com os gastos, o inquilino ou o proprietário?

Checklist contra incêndios

Guia para reciclagem em condomínios

Sazonalidades no condomínio

Festa no condomínio? Cuidado para não arranjar confusão!

Defeitos em edifícios

Imóvel na planta: sonho ou pesadelo?

Apartamentos Novos são menores?

Venda ou locação de vaga de garagem em condomínio?

Etiqueta em condomínios

Imóvel em condomínio? Dicas úteis na hora da compra.

Investir em imóveis na planta, como fazer?

Dez dicas para comprar um imóvel na planta.

Funcionalidade Importa mais que Tendências e Moda

A Terceira Geração dos Flats

Como fazer alterações na planta do apartamento sem reduzir seu preço de venda

Compra de Imóveis na Planta, o que analisar?

Alteração de fachadas e das áreas comuns

A sistemática do Projeto como empreendimento

Crédito imobiliário, saiba como escolher o melhor

Elevadores: Período de chuvas requer cuidados especiais

Sala de ginástica, como montar uma em seu prédio?

As finanças de um condomínio

Como conservar os elevadores?

As contribuições da Manutenção para a segurança do complexo predial

Síndico, quais são suas reais atribuições?

Estrangeirismos dominam lançamentos imobiliários

O mercado imobiliário e a internet

Condomínios: Critério de rateio

Comprando imóvel na planta? Cuidado com o contrato.

Sem entrar em armadilhas no Minha casa, Minha vida.

Prospecção: Os sete maiores erros cometidos pelos corretores de imóveis

Não se deixe enganar pelas áreas.

O que é necessário para fazer qualquer reforma ou obra em condomínios.

Qualidade na Construção Civil

Quanto vale seu imóvel? Quando dois mais dois, podem não ser quatro

Critério de rateio em condomínios

Construir para alugar

Pagar aluguel pode ser melhor do que fazer financiamento

Construção civil registra ritmo acelerado, diz CNI

Construtoras voltam o foco para a média e a alta renda

Financiando seu imóvel em 7 passos seguros.

Maquiagem camufla os atrasos nas obras do PAC

Crédito imobiliário bate recordes e bancos preveem mais expansão

Crédito imobiliário avança e flerta com derivativo no país

Imóveis blindados são estimulados pela violência

Construção parte para ambicioso ciclo de expansão

É possível um terceiro comprar ou alugar garagem em prédios?

Caixa pré-aprova crédito facilitado para 4,3 mil construtoras

Vida em condomínio: sonho ou pesadelo?

Shoppings fazem readequações para se manterem competitivos e lucrativos

Desempenho do PIB ainda não captou recuperação da construção no primeiro semestre.

Ritmo do emprego na construção civil vem surpreendendo positivamente.

Condômino indesejável

Déficit habitacional: 6,273 milhões de domicílios.

Glossário Imobiliário

Hotel ou residência?

Terraplanagem + erosão = desastre

A incapacidade do estado de planejar e contratar

Contratos de gaveta

Novas fontes de financiamentos sustentarão crescimento da construção civil

Construção civil: Baixa renda garante desempenho das construtoras

Imóveis : Em busca de melhores investimentos

Financiamento de R$ 3 bilhões para a construção confirmado pela Caixa Economica Federal

Viver como antigamente

Casa em Resort

A importância do Habite-se

O que significa o conceito “build to suit”?

Empreendimento usa conceito sutentável

Shopping center com Centro empresarial: uma parceria de sucesso

Na ponta do lápis: será que é bom negócio construir para vender?

Avaliação imobiliária, a velha questão do preço versus valor

Será que comprar imóvel na planta é um bom negócio?

Guia para seu cliente: etapas da construção de uma residência ou pequena obra

Que fatores valorizam ou desvalorizam um imóvel?

Qual a área real de um apartamento?

A epidemia dos Condomínio-Clube