Seu navegador não supoerta scripts

Busca

 

Curso a Distância - Redução do consumo de água em edificações

Curso a Distância - Eficiência Energética em Edifícios

Curso a Distância - Arquitetura Corporativa

Curso a Distância - Terra Crua

Curso a Distância - Arquitetura Acessível x Barreiras Arquitetônicas e Culturais

 

Artigos

 



Catálogo de Produtos Inclusivos

 

Acompanhe-nos

Facebook   Facebook

 

 

A Ergo Tecnologia, uma empresa do Grupo Delbras, que conta com mais de 20 anos de mercado, desenvolve equipamentos que oferecem meios para a prática de atividades físicas em locais de uso comum, as chamadas “Academias ao Ar Livre”.
Acesse : http://www.ergotecnologia.com.br

Em Marketing para profissionais (veja mais 97 artigos nesta área)

por Ricardo Amorim

Desemprego, estatísticas e manipulações



Facebook, Twitter e outras redes sociais trouxeram coisas boas e ruins. Uma das mais convenientes é saber os assuntos que mais interessam. Recentemente, poucos temas geraram tanta inquietação e nenhum, tanta incompreensão, quanto nossos números de emprego.

Quase todos sabem que a taxa de desemprego despencou e está entre as mais baixas do mundo e da História, mas você sabia que de cada 100 brasileiros em idade de trabalho, só 53 trabalham?

Isto mesmo. Pelos dados oficiais do IBGE, de cada 100 brasileiros em idade de trabalho, 53 trabalham, 3 procuram emprego e não encontram e 44 não trabalham, nem procuram emprego. Segundo a Pesquisa Mensal de Emprego (PME), 5% estão desempregados nas 12 maiores regiões metropolitanas do país.

Só é considerado desempregado quem procura emprego e não encontra (3%) sobre o total dos que procuraram emprego (56%). Quem não procura (44%), tecnicamente não está desempregado. Esta não é uma manipulação estatística. O mesmo conceito vale no mundo todo. Porém, se a estatística não é manipulada, sua interpretação é. Baseado na baixa taxa de desemprego, o governo sugere que quase todos os brasileiros têm emprego. Na realidade, quase metade (47%) não tem e muitos estão subempregados – sem carteira assinada ou trabalhando menos do que gostariam. Basta uma hora semanal de trabalho assalariado para ser considerado empregado.

Excluindo-se empregados e desempregados, sobram os que só estudam, os aposentados, os pensionistas e os que não querem trabalhar, totalizando 44% da População em Idade Ativa (PIA). Na PME, a PIA considera todos acima de 10 anos. Quem tem menos de 18 anos não deveria trabalhar, mas paradoxalmente, incluí-los na PIA reduz a taxa de desemprego. Os poucos que trabalham aumentam o total de empregados, mas a quase totalidade dos que não trabalham não procura emprego. Por isso, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, também do IBGE, que mede o desemprego em 3,5 mil municípios entre os maiores de 15 anos, aponta uma taxa de 7%, contra 5% da PME. Considerando apenas quem tem de 18 a 65 anos, a taxa de desemprego seria ainda mais alta.

A porcentagem dos que trabalham em relação à PIA no Brasil (53%) é hoje menor do que na maioria dos países da Europa, onde as taxas de desemprego chegam a 5 vezes mais do que aqui.

Pior, o número de empregos tem caído. Nas maiores regiões metropolitanas, há hoje 142 mil empregos menos que há um ano. Por que o desemprego continua caindo, então? Porque mais gente desistiu de procurar emprego do que caiu o número de empregos.

Infelizmente, quem determina a geração de riqueza em um país é o total de pessoas trabalhando, não a taxa de desemprego. Com menos empregos, o crescimento tem sido pífio, mas com menos gente procurando emprego, o desemprego caiu.

Milhões de pessoas deixaram de buscar empregos nos últimos 10 anos por quatro razões. Temos, hoje, dois milhões de estudantes universitários a mais, o que é ótimo. Uma parte deles não trabalha nem busca emprego.

As outras três razões são negativas. A população brasileira está envelhecendo, reduzindo a parcela dos que trabalham e aumentando a dos aposentados. Há ainda os efeitos das políticas do governo. O Bolsa-Família melhora as condições de sobrevivência de milhões de famílias, mas em locais onde os salários são pouco superiores ao benefício, desestimula a busca por emprego. Desde 2004, o número de beneficiários subiu de 6,6 milhões para 14,1 milhões.

Por fim, há a expansão do prazo e valor do seguro-desemprego. Nos últimos 10 anos, o desemprego caiu de 13% para 5%, mas os gastos com abono e seguro desemprego subiram de R$13 bilhões para mais de R$45 bilhões. Quem recebe seguro desemprego e não busca emprego não é considerado desempregado na estatística. Com a ampliação do benefício, mais gente entrou neste grupo.

De um ano para cá, o mercado de trabalho piorou. Há menos empregos e quem procura demora mais para encontrar. Entre os novos empregados, a participação dos que encontraram emprego em menos de 6 meses caiu 8%; já a dos que levaram de 6 meses a um ano subiu 19% e a dos que levaram mais de um ano subiu 36%. Dificuldade em achar emprego leva alguns a deixarem de procurar, reduzindo a taxa desemprego. É o que tem acontecido.

Resumindo, criar condições para que o país volte a criar empregos e estimular os brasileiros a quererem trabalhar serão dois dos maiores desafios dos próximos anos.



Ricardo Amorim, Economista, apresentador do programa Manhattan Connection da Globonews e presidente da Ricam Consultoria (www.ricamconsultoria.com.br).



Você conhece o "Curso a distancia IBDA - CentrodEstudos? Veja os cursos disponíveis, e colabore com o IBDA, participando, divulgando e sugerindo novos temas.

Visite nossa página no facebook -www.facebook.com/forumconstrucao - Curta, Divulgue

Comentários

Mais artigos

De que lado você está?

Sob pressão

O que se espera de um profissional moderno ?

7 táticas inteligentes para desenvolver sua carreira

10 maneiras de blindar sua empresa contra a crise

8 Lições para Impressionar na Entrevista

Meus funcionários me detestam, o que faço?

Quanto tempo você sobrevive sem INTERNET?

Como a internet mudou a forma de se relacionar

Como superar barreiras e melhorar seus resultados

Marketing Pessoal

Processo produtivo e o marketing

Qual o problema da zona de conforto?

Crise? E qual a sua atitude?

Como arrumar um emprego com 14 dicas simples

O Paradoxo da Produtividade

10 Dicas para o seu Marketing Pessoal

O que é um bom profissional de marketing?

Alguém está apostando em você?

Como potencializar uma reunião

10 situações que podem espantar seu cliente

Cinco dicas para desenvolver sua inteligência emocional

Dicas para organizar a carreira

Desemprego, estatísticas e manipulações

Vendendo para mulheres

Sucesso é uma questão de atitude

Por que engenheiros e arquitetos não cobram consulta?

Melhore a qualidade de vida no trabalho

Falha humana

10 coisas que grandes oradores nunca dizem em palestras

Uma reflexão sobre o valor comercial do seu tempo (ou de quanto podemos cobrar pelo uso do nosso tempo).

Construindo metas – seu sucesso nesse novo ano

10 razões para se manter motivado no trabalho

Não estar preparado para defender as suas decisões técnicas.

Quanto vale a marca, fulano de tal?

5 Desafios para alcançar uma carreira de sucesso

Qualificado, mas sem emprego. Por quê?

Estresse corporativo

A repercussão do quadro atual para as empresas e famílias

Pecados cometidos por engenheiros e arquitetos na escolha de sócios.

Diga-me o que retwittas...

Marketing de Relacionamento e Tecnologia da Informação

Serviço de arquitetura e engenharia não é fácil!

Pague seus impostos, ou morra!

Projeto atraso zero.

Dezembro é um mês incrível, impressionante, inacreditável!

A Eterna Guerra Entre o Empreendedor, o Técnico e o Gerente

Ninguém gosta de contratar engenheiros ou arquitetos

Os 7 Pecados Capitais do Marketing Direto

Talento, Organização e Disciplina

Organização do Tempo: Como dar conta do recado?

Recepção e Atendimento: A Chave para Fidelização

Administração Financeira: Quanto Custa Abrir um Escritório de Arquitetura/Engenharia?

Carta para a recém-contratada secretária do engenheiro

As 13 características das Pessoas de Sucesso

Quanto Vale um Cliente Fidelizado?

Oito Dicas para um Feedback Honesto

Feliz 2012

Seja um idiota neste Natal

Contra a Mão do Mercado

O Papel do Gerente de Vendas

O Líder e o Gestor

A culpa é do RH?

Perguntas Clássicas em uma Entrevista de Emprego.

Consultoria: o joio e o trigo

Como superar uma demissão

Enquanto o talento não vem

Treinamentos Inovadores

A importância da publicidade imobiliária

Supere a dificuldade de falar em público

Pequenos Grandes Compradores

Por que os clientes só querem saber de preço?

As coisas mudaram: pode parar de procurar “emprego”. E comece a procurar “clientes”!

Marketing para Engenharia

Pecados de marketing na engenharia e arquitetura

Dar desconto não é pecado. É estratégia

Mulher: Todos os Dias são Seus!

O marketing e os erros profissionais

A barreira dos 40

Ensinar a pensar.

Ao sucesso!

Os anjos e o executivo

Marketing de relacionamento: Café invisível

Marketing de relacionamento: Café em Taça

Marketing de Relacionamento: Dez coisas para não esquecer em tempos de crise

A Executiva

Marketing de relacionamento: Café fantasma com o saci

Marketing de relacionamento na crise. Dois cafezinhos novos

Marketing de relacionamento : Cafezinho Gelado! O “boca a boca” não funciona mais, você já pensou nisso?

Marketing pessoal: A elegância profissional

Marketing de relacionamento: Promessas de ano novo!

Marketing de relacionamento: Cafezinho com Ternura neste Natal!

Como ser um profissional de sucesso!

Marketing de relacionamento - Cliente exclusivos.

Marketing de relacionamento - Desconstruindo o mito, enquanto tomamos nosso café!!

Marketing pessoal? O que é isto? Café forte para profissionais.

O nosso cafezinho gourmet
Marketing de serviços: o projeto é o meu produto

O Cafézinho Eletrônico