Seu navegador não supoerta scripts

Busca

 

Curso a Distância - Redução do consumo de água em edificações

Curso a Distância - Eficiência Energética em Edifícios

Curso a Distância - Arquitetura Corporativa

Curso a Distância - Terra Crua

Curso a Distância - Arquitetura Acessível x Barreiras Arquitetônicas e Culturais

 

Artigos

 



Catálogo de Produtos Inclusivos

 

Acompanhe-nos

Facebook   Facebook

 

 

A Ergo Tecnologia, uma empresa do Grupo Delbras, que conta com mais de 20 anos de mercado, desenvolve equipamentos que oferecem meios para a prática de atividades físicas em locais de uso comum, as chamadas “Academias ao Ar Livre”.
Acesse : http://www.ergotecnologia.com.br

Em Marketing para profissionais (veja mais 97 artigos nesta área)

por Arq. Fabio Rocha / Sílvia Rocha

Pequenos Grandes Compradores



A valorização da criança e os sentimentos a ela atribuídos nem sempre existiram da forma como vimos hoje. As mudanças econômicas e políticas da estrutura social influenciaram fortemente a formação de nossos pequenos e sua atuação na sociedade.
Na Idade Média a criança era considerada um pequeno adulto, e sequer existiam trajes especiais que a diferenciassem.

Na Idade Moderna, com a Revolução Industrial e o Iluminismo, foram percebidas as primeiras modificações sociais e intelectuais significativas nesse campo, alterando-se a visão que se tinha da criança. Se na sociedade feudal ela começava a trabalhar como adulto logo que passava a faixa da mortalidade, na sociedade burguesa começou a ser alguém que precisa ser valorizado, cuidado, escolarizado e preparado para uma atuação futura.

Atualmente, com o desenvolvimento da psicologia e com os estudos cada vez mais segmentados na área de marketing, criou-se um cenário muito favorável à compreensão do comportamento do consumidor infantil, bem como do aumento do consumo, tanto pelos pequenos quanto por seus pais.

Hoje é sabido pelos marketeiros que as crianças formam um grupo especialmente suscetível às influências externas, ao comportamento dos pais, à comunicação das empresas e às mensagens passadas via televisão, internet, revistas e outdoors. Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), do censo de 2000, crianças de 0 a 14 anos representam mais de 50 milhões de brasileiros, quase 30% da população do país. E 78% desses consumidores mirins vivem nas cidades, próximos aos bens de consumo industrializados.

Segundo dados da Abrinq (Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos), foram criados cerca de 6.700 novos brinquedos por ano entre 2006 e 2009, dos quais 1.300 foram efetivamente lançados em cada ano, em média. Só no setor de brinquedos, o mercado mundial calculou que em 2009 as vendas somaram 74 bilhões de dólares. E as crianças são consumidoras também de outras classes de produtos, como alimentos e vestuário, além de serviços especializados como bufês e escolas de esportes e dança.

No Brasil, a cifra final que representa o tamanho do mercado infantil é da ordem de 50 bilhões de dólares por ano. Este número demonstra a importância da criança no contexto econômico, sem contar o potencial que ela representa.

Segundo especialistas, o processo de compra da criança passa por três etapas, associadas às faixas de idade: a) De 0 a 2 anos dá-se a fase da Observação: a criança descobre as compras acompanhada pelos pais, sem distinguir as marcas dos produtos; b) A fase da Indagação ocorre dos 3 aos 5 anos: é o momento do “eu quero”, em que a criança inicia a manifestação de seus desejos de compra e faz solicitações aos pais, já sendo capaz de reconhecer marcas e embalagens e localizar produtos em prateleiras; c) Dos 6 aos 12 anos ocorre a Racionalização: ela passa a imitar os pais, a executar compras sozinha ou com amigos.

Começa a ter noção de valor (dinheiro), de tomadas de decisões (escolhas), de integração com o ambiente (saber andar sozinho) e de comunicação (relacionamento com outras pessoas, como os vendedores). Quando o consumidor infantil começa a participar mais ativamente do processo de compra, ele passa a representar para o marketing o “consumidor 3 em 1”: o consumidor atual, o promotor de consumo familiar e o futuro adulto consumidor.

Compreender a motivação do consumo infantil, no entanto, representa um dos maiores desafios para publicitários, marketeiros, fabricantes e comerciantes.

Se partirmos do pressuposto de que os adultos compram sem estar plenamente conscientes de seus motivos, isto é ainda mais complicado na criança, que tem um conhecimento sobre o mundo e sobre si mesma muito menos desenvolvido. Mesmo quando ela sabe quais são suas necessidades, é bem difícil usar a abordagem certa para extrair essa informação, e mais complexo ainda fazê-la expressar corretamente.

Os estudos dos motivos latentes (não manifestos) são um primeiro passo. Um exemplo é a ocasião em que o filho pede um produto aos pais não por sua própria utilidade, mas como prova de atenção e carinho. Nesse contexto, é imprescindível considerar a propaganda e o marketing, tão presentes na sociedade consumista, como grandes influenciadores do comportamento.

Assim, torna-se primordial aos profissionais dessas áreas (aqui se incluem também arquitetos e decoradores, responsáveis pela montagem dos espaços comerciais) constante aprimoramento e muita responsabilidade no exercício de suas tarefas.

A ética é prejudicada quando são usados artifícios comerciais que apelam para aspectos inconscientes do indivíduo (as chamadas "mensagens subliminares"), ou quando se apela a mensagens que não estão claras, mas implícitas em determinadas situações ou produtos (por exemplo, mensagens de cunho político, religioso, sexual ou racial).

Deve-se atentar também para o chamado nag factor: é aquele efeito gerado pela publicidade de levar a criança a insistir muito com os pais para que comprem determinado produto, de modo que se não quiserem – ou não puderem mesmo – atender ao pedido passarão a ser vilões. Se o pai de um coleguinha compra o produto então, a situação se agrava ainda mais. Outro exemplo antiético grave é quanto ao uso de efeitos especiais para mostrar que o produto – normalmente brinquedo – faz algo que na verdade só existe na ficção. Até uma certa idade as crianças não conseguem distinguir entre ficção e realidade (ainda mais se exibida na televisão).

Saudável e indicado é que o mercado contribua com o universo infantil oferecendo produtos e serviços que possibilitem o desenvolvimento das crianças e jovens, sem que haja comprometimento do livre-arbítrio deles. Cabe aos pais ficarem vigilantes quanto às reais necessidades dos seus filhos e as suas próprias, sempre atentos ao modo como o mercado comunica suas ofertas.



Você conhece o "Curso a distancia IBDA - SitEscola? Veja os cursos disponíveis, e colabore com o IBDA, participando, divulgando e sugerindo novos temas.

Comentários

Mais artigos

De que lado você está?

Sob pressão

O que se espera de um profissional moderno ?

7 táticas inteligentes para desenvolver sua carreira

10 maneiras de blindar sua empresa contra a crise

8 Lições para Impressionar na Entrevista

Meus funcionários me detestam, o que faço?

Quanto tempo você sobrevive sem INTERNET?

Como a internet mudou a forma de se relacionar

Como superar barreiras e melhorar seus resultados

Marketing Pessoal

Processo produtivo e o marketing

Qual o problema da zona de conforto?

Crise? E qual a sua atitude?

Como arrumar um emprego com 14 dicas simples

O Paradoxo da Produtividade

10 Dicas para o seu Marketing Pessoal

O que é um bom profissional de marketing?

Alguém está apostando em você?

Como potencializar uma reunião

10 situações que podem espantar seu cliente

Cinco dicas para desenvolver sua inteligência emocional

Dicas para organizar a carreira

Desemprego, estatísticas e manipulações

Vendendo para mulheres

Sucesso é uma questão de atitude

Por que engenheiros e arquitetos não cobram consulta?

Melhore a qualidade de vida no trabalho

Falha humana

10 coisas que grandes oradores nunca dizem em palestras

Uma reflexão sobre o valor comercial do seu tempo (ou de quanto podemos cobrar pelo uso do nosso tempo).

Construindo metas – seu sucesso nesse novo ano

10 razões para se manter motivado no trabalho

Não estar preparado para defender as suas decisões técnicas.

Quanto vale a marca, fulano de tal?

5 Desafios para alcançar uma carreira de sucesso

Qualificado, mas sem emprego. Por quê?

Estresse corporativo

A repercussão do quadro atual para as empresas e famílias

Pecados cometidos por engenheiros e arquitetos na escolha de sócios.

Diga-me o que retwittas...

Marketing de Relacionamento e Tecnologia da Informação

Serviço de arquitetura e engenharia não é fácil!

Pague seus impostos, ou morra!

Projeto atraso zero.

Dezembro é um mês incrível, impressionante, inacreditável!

A Eterna Guerra Entre o Empreendedor, o Técnico e o Gerente

Ninguém gosta de contratar engenheiros ou arquitetos

Os 7 Pecados Capitais do Marketing Direto

Talento, Organização e Disciplina

Organização do Tempo: Como dar conta do recado?

Recepção e Atendimento: A Chave para Fidelização

Administração Financeira: Quanto Custa Abrir um Escritório de Arquitetura/Engenharia?

Carta para a recém-contratada secretária do engenheiro

As 13 características das Pessoas de Sucesso

Quanto Vale um Cliente Fidelizado?

Oito Dicas para um Feedback Honesto

Feliz 2012

Seja um idiota neste Natal

Contra a Mão do Mercado

O Papel do Gerente de Vendas

O Líder e o Gestor

A culpa é do RH?

Perguntas Clássicas em uma Entrevista de Emprego.

Consultoria: o joio e o trigo

Como superar uma demissão

Enquanto o talento não vem

Treinamentos Inovadores

A importância da publicidade imobiliária

Supere a dificuldade de falar em público

Pequenos Grandes Compradores

Por que os clientes só querem saber de preço?

As coisas mudaram: pode parar de procurar “emprego”. E comece a procurar “clientes”!

Marketing para Engenharia

Pecados de marketing na engenharia e arquitetura

Dar desconto não é pecado. É estratégia

Mulher: Todos os Dias são Seus!

O marketing e os erros profissionais

A barreira dos 40

Ensinar a pensar.

Ao sucesso!

Os anjos e o executivo

Marketing de relacionamento: Café invisível

Marketing de relacionamento: Café em Taça

Marketing de Relacionamento: Dez coisas para não esquecer em tempos de crise

A Executiva

Marketing de relacionamento: Café fantasma com o saci

Marketing de relacionamento na crise. Dois cafezinhos novos

Marketing de relacionamento : Cafezinho Gelado! O “boca a boca” não funciona mais, você já pensou nisso?

Marketing pessoal: A elegância profissional

Marketing de relacionamento: Promessas de ano novo!

Marketing de relacionamento: Cafezinho com Ternura neste Natal!

Como ser um profissional de sucesso!

Marketing de relacionamento - Cliente exclusivos.

Marketing de relacionamento - Desconstruindo o mito, enquanto tomamos nosso café!!

Marketing pessoal? O que é isto? Café forte para profissionais.

O nosso cafezinho gourmet
Marketing de serviços: o projeto é o meu produto

O Cafézinho Eletrônico