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por Laércio Bruno Filho

A Década da Infraestrutura.



Assim como China e Índia, o Brasil surpreendeu o mundo desenvolvido com sua capacidade de enfrentar a crise econômica mundial sem grandes solavancos. Para conseguir esse feito, foram preponderantes no Brasil o tamanho e a força de seu mercado interno e a solidez e regulação do sistema bancário. Esta recuperação surpreendente transformou o Brasil na coqueluche do mercado financeiro mundial.

O país está sendo inundado com dólares de investidores internacionais, que estão de olho no potencial de crescimento do consumo dos brasileiros e no conseqüente crescimento da nossa economia. O fluxo é tão impressionante que exigiu medidas fiscais do governo federal para evitar que a valorização cambial dificulte nossas exportações e estimule exageradamente as importações, inviabilizando as empresas nacionais.

Em resumo, o período é tão virtuoso que pode colocar em risco nossa economia. Ironicamente, depois de décadas de escassez, temos agora problemas para administrar a abundância.

Maturidade

O Brasil vai atingir sua maturidade econômica na próxima década. É uma previsão com unanimidade nacional. Esse ciclo virtuoso iniciado timidamente em 1994 com o Plano Real, ampliado nesta primeira década dos anos 2000, e turbinado pela crise financeira internacional, dá ao país as condições objetivas ideais para um crescimento acelerado e sustentável.

Não faltam previsões otimistas sobre o futuro da nação brasileira, ancoradas em uma realidade que salta aos olhos. Ocupamos lugar de destaque como produtores mundiais de alimentos. Nossa matriz energética é a mais limpa dentre todas as nações populosas do planeta. Duas edições atrás, Rodovias&Vias tratou desse tema em matéria de capa (O Brasil sustentável – R&V nº 40), mostrando que 80% da energia elétrica gerada no país são de origem hídrica, ou seja, limpa e renovável.

Somos auto-suficientes em petróleo, com grandes jazidas a serem exploradas, caso do pré-sal. Além de tudo isso, o Brasil é, entre os emergentes, o país mais confiável, estável politicamente e com marcos regulatórios bastante razoáveis.

Quem lê regularmente Rodovias&Vias sabe que em 2017 o Brasil poderá se tornar o maior produtor agrícola do mundo, superando a poderosa máquina de produzir grãos, os Estados Unidos. A previsão é da CNA, a Confederação Nacional da Agricultura (edição nº 38 – “O tamanho do agronegócio no Brasil”).

Somos hoje a oitava maior economia do mundo, e podemos chegar à quinta posição já em 2016.

O fato é que desde que Cabral ancorou sua Caravela em Porto Seguro no longínquo ano de 1500, estamos sendo finalmente descobertos pelo mundo desenvolvido. O país do futebol, do carnaval do Rio de Janeiro, da floresta amazônica, das Cataratas do Iguaçu, é agora cortejado como porto seguro para investimentos, o que nos dá perspectivas inimagináveis de desenvolvimento econômico e social.

Paradoxo

O mais interessante nesta perspectiva da próxima década é que esta Nação, que avança para a quinta posição entre as maiores economias do globo, temmuitos problemas estruturais para resolver. Alguns anos atrás isso seria apontado como um grande problema. Hoje, paradoxalmente, é solução e garantia de rápido crescimento em período de estagnação daqueles que não tem mais problemas estruturais a resolver.

No Brasil faltam rodovias e ferrovias para escoar nossa imensa produção agrícola. Portos e aeroportos estão no limite, clamando por reformas e ampliações.

Nossos rios não são navegados porque faltam dragagens e eclusas.

Nas cidades, ruas congestionadas e transporte coletivo à beira do caos exigem soluções modernas de transporte de massa como bondes, trens urbanos e metrôs. Há déficit na coleta e no tratamento de esgoto, falta drenagem urbana. Os escassos programas habitacionais nas duas últimas décadas geraram um monumental déficit por moradias. Sem falar que praticamente tudo o que existe na infraestrutura nacional precisa ser melhorado, ampliado e modernizado.

Dificuldades nunca faltaram. Havia falta de dinheiro e de políticas públicas. O país pobre foi acumulando problemas durante séculos, mas está agora no limiar de uma grande mudança que dará início a um círculo virtuoso, que vai impulsionar o desenvolvimento.

O crescimento da economia faz a roda girar, gerando recursos para serem aplicados na infraestrutura. Surgem empregos e oportunidades e a economia se dinamiza, fica mais competitiva e gera mais excedentes que são canalizados para novas obras estruturantes. A economia se fortalece, gera mais empregos e renda, que voltam a engordar os cofres públicos.

Instala-se um ciclo virtuoso que não tem mais fim, e que neste período pós-crise somente é possível em economias onde os investimentos públicos resultam em aumento da competitividade das empresas, gerando benefícios econômicos para toda a população. Um ciclo que os países desenvolvidos viveram há 80, 100 anos atrás.

Copa e Olimpíadas

Para coroar essa previsão temos ainda dois megaeventos programados para o Brasil, com grande visibilidade na mídia mundial, e que exigem pesados investimentos, a maior parte deles em infraestrutura.

A lista de exigências da FIFA para o mundial de futebol de 2014 é bastante extensa. Os estádios que abrigarão as partidas devem apresentar as mesmas condições de conforto e segurança dos seus equivalentes nos países desenvolvidos, inclusive com estacionamento e hospital nas imediações. Todos os assentos devem ser individuais e numerados, com encosto de pelo menos 30 centímetros de altura. Banheiros limpos e em número suficiente, corredores de entrada e saída largos, além de tribunas de imprensa bem equipadas.

As cidades-sedes terão que se preparar para a grande logística de hospedar 32 equipes e suas comitivas ao longo de um mês, mais o grande fluxo de torcedores desses países, que dependerão de transporte coletivo eficiente e rápido. A expectativa é de que num único mês venham ao país 500.000 turistas, além de 15.000 jornalistas.

Cálculos preliminares e bastante conservadores dão conta de um gasto de US$ 5 bilhões para organizar a Copa do Mundo no Brasil.

Para os jogos olímpicos de 2016, a previsão de investimentos é de 17 bilhões de dólares, concentrados em uma única cidade, o Rio de Janeiro.

Rótulos

Há uma tradição mundial e também de países, de rotular as décadas que ficam para trás. Os anos 80, por exemplo, foram registrados na história brasileira como “a década perdida”, porque o país cresceu muito pouco tanto do ponto de vista econômico como social. Relatório do BIRD, o Banco Mundial, aponta os anos 90 como “a década da pobreza” no mundo, denunciando que um bilhão e meio de pessoas em todo o planeta sobreviviam no início dos anos 2000 com renda de, no máximo, um dólar por dia.

Estamos no fim da primeira década dos anos 2000, que não foi ainda rotulada, mas foi marcada por grande crescimento econômico na primeira metade, e por uma crise financeira que mudou o mundo, na segunda metade.

Alguns falam na “década da sustentabilidade”, em razão das preocupações ambientais geradas pelo aquecimento global e o início das preocupações mundiais com a sustentabilidade do planeta. O que é certo, entretanto, é que a próxima década será, para os brasileiros, dedicada à infraestrutura.

PAC

Tudo isso dá a certeza de que a próxima década será a da infraestrutura. Os três últimos anos já prenunciam o que teremos pela frente. Rodovias&Vias vem registrando em todas as suas edições o que de mais importante ocorre com a infraestrutura nacional.

E não faltam boas notícias. O PAC, apesar de ser uma espécie de grife do atual governo, é mesmo um assombroso repositório de investimentos públicos sem precedentes na história brasileira. Hidrovias, rodovias, aeroportos, refinarias, gasodutos, ferrovias, moradias, saneamento, linhas de distribuição de energia, transportes urbanos, e toda sorte de obras de infraestrutura estão contempladas no programa.

Pela primeira vez no Brasil um plano plurianual de investimentos chega à cifra do “trilhão”, ainda que possa ser questionável e demasiadamente elástico.

O último balanço do PAC apresentado pela ministra Dilma Rousseff revelou que o programa já totaliza 33,3% de ações concluídas e 58% delas caminham em ritmo adequado. Menos de 9% das ações estão paradas ou com problemas de execução. Segundo a ministra, no período 2007-2010, os investimentos do PAC foram ampliados de R$ 504 bilhões para R$ 646 bilhões.

Situação ou oposição, o próximo governo a ser eleito em 2010 não poderá culpar o governo Lula de não ter um programa federal de investimentos em infraestrutura, com prioridades e valores.

Veja por que o Brasil precisa urgentemente investir em infraestrutura

Custos Logísticos – A fragilidade da infraestrutura brasileira faz com que os custos logísticos no país sejam praticamente o dobro dos Estados Unidos, por exemplo.

O economista Luiz Antonio Fayet, consultor da CNA e especialista em logística diz que este é um grande dilema para o país, porque não se sabe até quando nossa economia poderá bancar os altos custos de logística, que variam bastante conforme a região do país. Esses custos estão na falta de ferrovias e hidrovias, nas rodovias esburacadas, nos portos públicos ineficientes e caros, na falta de integração dos modais.

A última pesquisa da Confederação Nacional dos Transportes – CNT mostrou que 70% das rodovias brasileiras estão em estado irregular ou péssimo, de conservação.

Uma das virtudes do PAC – Programa de Aceleração do Crescimento é alinhar estas necessidades, conferindo-lhes certa ordem de prioridade.

O objetivo é um só – reduzir o chamado “custo Brasil”, que um dia poderá inviabilizar nossa produção, especialmente a do campo, onde é muito pequena a diferença entre os custos de produção somados aos de logística, e o preço final de venda no mercado. Fayet cita como exemplo o valor pago pelo frete em relação ao que o agricultor recebe pelo produto. “Em 2007, um produtor de soja do município de Sorriso, Mato Grosso, recebia R$ 23 pela saca e gastava R$ 12 para levá-la até o porto, onde a carga é embarcada para o mercado internacional. Ou seja, o gasto com o escoamento representava mais de 50% do valor recebido pelo produtor, o que é um exagero”, afirma.

Para ele, se a infraestrutura for melhorada, este custo logístico até o porto pode cair pela metade. “A diferença vai direto para o bolso do produtor rural”, diz o consultor da CNA. Fayet assegura que há deficiências em toda cadeia logística. “Problemas na infraestrutura portuária, rodoviária e hidroviária, são alguns dos obstáculos que prejudicam o escoamento da produção brasileira.

A falta de terminais portuários encarece a cadeia logística. Fatores como as altas multas de navios em espera nos portos, o aumento do tempo nas estradas em função das más condições de conservação das rodovias, os fretes inflacionados, pesam na balança comercial brasileira e no bolso do produtor rural”, informa Fayet.

Problemas

Estudos da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), indicam que o país precisa de R$ 160,9 bilhões por ano em investimentos nos próximos cinco anos. O estudo mostra que o Brasil deveria investir anualmente R$ 28,3 bilhões em energia elétrica, R$ 75,3 bilhões em petróleo e gás natural, R$ 24,1 bilhões em transporte e logística, R$ 13,5 bilhões em saneamento básico e R$ 19,7 bilhões em telecomunicações. “Com o País crescendo a 4%, 5% ao ano, teremos problemas se esses investimentos não forem feitos”, diz Paulo Godói, superintendente da Abdib.

Para alertar sobre a situação dos portos brasileiros o empresário Eike Batista, dono da MMX Mineração recorre às comunicações. “Os portos brasileiros de hoje se parecem com a telefonia na época dos telefones de disco. Só que o mundo está muito à frente, trabalhando com a banda larga”, disse o megaempresário.

Não é sem razão que Eike Batista faz essa crítica. Os portos brasileiros são, em sua maioria, públicos, obsoletos, mal administrados, dominados por sindicatos que em muitos casos se assemelham à máfia de Chicago do início do século passado, o que torna as operações lentas, complicadas e caras. O Porto de Santos, por exemplo, o maior do país, continua com as mesmas instalações de 30 anos atrás.

Gargalo

Por estas razões, o presidente do Banco Central Henrique Meirelles diz que os dois grandes desafios do Brasil são o gargalo em infraestrutura e falta de especialização da mão-de-obra para atender rapidamente o crescimento que se avizinha em todas as áreas da economia.

O ministro da fazenda Guido Mantega vem afirmando que o investimento no Brasil deve crescer de 13 a 15% já em 2010. Ele reconhece que para o PIB do país crescer a taxas superiores a 5% ao ano é preciso investir pesado em infraestrutura e logística.

Para ele, “essa nova fase de crescimento mais intenso da economia vai depender do mercado interno, mas dependerá, sobretudo, do dinamismo dos investimentos, que começam com as obras de infraestrutura do PAC, a exploração do pré-sal, o programa habitacional Minha Casa, Minha Vida, e dos investimentos para a Copa do Mundo e para os Jogos Olímpicos”.

Isto nos dá um horizonte de investimentos muito forte e que vai dinamizar a economia, garante o ministro.

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