Seu navegador não supoerta scripts

Busca

 

Curso a Distância - Redução do consumo de água em edificações

Curso a Distância - Eficiência Energética em Edifícios

Curso a Distância - Arquitetura Corporativa

Curso a Distância - Terra Crua

Curso a Distância - Arquitetura Acessível x Barreiras Arquitetônicas e Culturais

 

Artigos

 



Catálogo de Produtos Inclusivos

 

Acompanhe-nos

Facebook   Facebook

 

 

Evoluímos!
Dýnamis agora é TriGeo!

Em seu 25º aniversário a Dýnamis Engenharia Geotécnica passa para uma nova fase de desenvolvimento e amadurecimento e, a partir de agora irá se concentrar na Consultoria Geotécnica através do Eng° Mauro Hernandez Lozano, criador e fundador da empresa.
Pela vasta experiência adquirida nestes vinte e cinco anos e com a finalidade de continuar prestando serviços geotécnicos de excelência, cria-se a empresa TriGeo Engenharia Geotécnica, alicerçada no mesmo corpo técnico da Dýnamis Engenharia Geotécnica.
O Eng° Mauro Hernandez Lozano continuará a participar ativamente do dia-a-dia da nova empresa, que tem sua conduta inspirada na Ciência Trilógica que unifica a ciência, a filosofia e a metafísica.
A TriGeo surge para fazer diferença no atendimento e relacionamento com clientes e fornecedores.
Veja mais sobre a TriGeo Engenharia Geotécnica na página da empresa em nosso site

por Geól. Álvaro Rodrigues dos Santos

Habitação popular, cidades e geologia



De uma forma geral e comum os Programas de Habitação articulados e implementados pelo poder público, especialmente o municipal e o estadual, expõem uma enorme insuficiência na consideração de algumas questões de fundo essenciais para a sua correta concepção.

A seguir são explicitadas três dessas questões de fundo, que entendemos como indispensáveis premissas orientadoras para a concepção e execução de Programas Habitacionais e que se relacionam a aspectos intimamente ligados ao uso do solo urbano.



A primeira questão de fundo trata da identificação, mapeamento e priorização da demanda habitacional a ser atendida, providência tão mais importante quando se tem consciência da escassez de recursos disponíveis para os investimentos na área.

Hoje uma família de baixa renda (até 3 ou 4 salários mínimos) somente consegue constituir moradia própria ou alugada que caiba em seu parco orçamento com alguma combinação entre as seis seguintes variáveis: distância, periculosidade, insalubridade, desconforto ambiental, precariedade construtiva e irregularidade fundiária.

Essa condição leva inexoravelmente a população pobre a três alternativas: favelas, cortiços ou zonas periféricas de expansão urbana. Especialmente nessa última condição a população de muito baixa renda tem sido protagonista ativa e passiva da precoce e acelerada deterioração de uma já precária infraestrutura urbana e da grave tragédia das áreas de risco que se instalam generalizadamente em terrenos de relevo mais acidentado e margens de córregos.

Famílias de muito baixa renda, o que envolve milhões de cidadãos, esse o perfil social da demanda habitacional a ser prioritariamente atendida. Essencial ressaltar, obviamente, para ser exitoso um programa habitacional que se proponha a esse atendimento deverá por lógica básica proporcionar moradias dignas e seguras a um custo menor ou ao menos igual àquele que essa população tem dispendido nas condições anteriormente descritas. Sem essa condição orçamentária de partida não haverá solução possível para o problema.

A segunda premissa refere-se aos modelos urbanísticos e tecnologias construtivas que devam ser preferencialmente adotados para atender a referida demanda.

É preciso aqui, definitivamente, admitir o fracasso da estratégia de construção de grandes conjuntos e empreendimentos habitacionais coletivos como modelo principal de atendimento da demanda habitacional de baixa renda.

Não fosse a própria população de baixa renda ter assumido autonomamente a solução de seu problema habitacional, elegendo para tanto de forma totalmente independente e espontânea a tecnologia possível para ter sua casa, qual seja a autoconstrução com base no bloco/laje, a crise habitacional em muitas grandes e médias cidades brasileiras estaria atualmente em um grau de total insuportabilidade.

Hoje as zonas periféricas de expansão urbana apresentam-se como verdadeiros oceanos de habitações auto-construídas em bloco-laje. A própria família e amigos constroem, no ritmo permitido por seu tempo e por seu orçamento. A cada 500 metros existe uma casa de materiais de construção onde se possa ir adquirindo homeopaticamente os materiais necessários (são comuns nessas condições materiais de baixa qualidade, os “não conformes”, mas de qualidade suficiente consideradas as modestas edificações de destino).

Ainda que a habitação assim resultante seja tecnicamente precária, com baixo conforto ambiental, o problema maior dessa população não está na edificação propriamente dita, mas sim na generalizada ausência de infraestrutura urbana de suporte, nas péssimas condições de saneamento, nos riscos geológicos induzidos e na deterioração acelerada e precoce de toda a área ocupada.

Em uma outra vertente tecnológica exitosa, experiências com lotes urbanizados, ou seja, o lote é colocado à disposição das famílias para a autoconstrução da habitação somente após toda a infra-estrutura urbana básica ter sido devidamente implantada, têm convencido ser essa a melhor alternativa para assegurar a integridade física geral da área e de seus equipamentos urbanos.

O mesmo pode-se dizer da autoconstrução assistida técnica e financeiramente como expediente proporcionador de uma habitação segura e com adequado conforto ambiental.

A terceira premissa que dever orientar um programa habitacional diz respeito à necessidade de sua compatibilização com as diretrizes maiores de planejamento urbano adotadas pela cidade, enfim, com seu Plano Diretor.

No caso paulistano, como deveria ser também o caso de outras grandes cidades, o programa habitacional deveria atender e reforçar a decisão maior de Plano Diretor recém aprovado e que busca superar o velho e problemático modelo de crescimento urbano por espraiamento geográfico.

Diferentemente das grandes cidades do mundo mais desenvolvido, a expansão de nossas cidades tem por décadas sustentado a tendência ao espraiamento horizontal, ou seja, o crescimento a partir de suas fronteiras periféricas. Os últimos censos demográficos da capital paulistana mostram que nas áreas mais centrais e bairros mais consolidados a população inclina-se a se estabilizar, enquanto nas zonas periféricas observam-se crescimentos populacionais que chegam a taxas de até 8% ao ano.

Como decorrência direta, gravíssimos problemas com a logística de transportes, saúde pública, educação básica, segurança, precariedade na extensão de serviços de saneamento e infraestrutura urbana, progressiva eliminação de áreas verdes naturais, sucessivo comprometimento de mananciais de águas superficiais e subterrâneas, multiplicação de áreas de risco e processos erosivos e assoreadores (as zonas periféricas avançam incondicionalmente sobre relevos dada vez mais acidentados), alterações climáticas locais ganham expressiva dimensão.

Considerado esse preocupante cenário, percebe-se a necessidade de compatibilizar os programas habitacionais com o esforço de planejamento urbano voltado a um maior adensamento populacional, seja pela máxima verticalização de bairros que se mostrem para tanto adequados, seja pela plena ocupação de espaços vazios de pequeno, médio e grande portes ainda existentes na região de urbanização já consolidada ou parcialmente consolidada. Obviamente, com a incorporação dos atributos próprios da sustentabilidade ambiental.

Combinando virtuosamente essas variáveis, ou seja, a capacidade de autoconstrução da população de baixa renda, o comprovado sucesso da técnica do lote urbanizado e da autoconstrução assistida técnica e financeiramente, e considerando a disponibilidade de um enorme número de terrenos vazios adequados para a ocupação habitacional em zonas urbanas já consolidadas ou em vias de consolidação, estão colocadas as bases tecnológicas e logísticas de uma Política Habitacional capaz de oferecer em curto espaço de tempo moradias para centenas de milhares de famílias.

Adicionalmente, por alívio da pressão de ocupação de terrenos inadequados, haveria uma enorme redução das catástrofes anunciadas das áreas de risco e dos processos de degradação ambiental que generalizadamente ocorrem hoje nas zonas mais periféricas de expansão urbana.




Visite nossas páginas no facebook -www.facebook.com/forumconstrucao e Twitter - www.twitter.com/forumconstrucaoCurta, Divulgue

Comentários

Mais artigos

Habitação popular, cidades e geologia

Economia e Garantia nos Aterros de Auto Desempenho

Deslizamentos e enchentes: Culpar as chuvas mais uma vez?

As nascentes no código florestal: Uma proposta para a boa solução do imbróglio criado

O significado da fiscalização em obras de engenharia

As soluções assumindo temerariamente o comando

O Código de Mineração, a tragédia da Samarco e os geólogos brasileiros

Rompimento da barragem de rejeitos da Samarco em Mariana: Irresponsabilidade na gestão de riscos

Cuidado no Projeto de Terraplenagem

Cidades e geologia

Ciclo de Produção e Qualidade da Engenharia Geotécnica - 3a Etapa

Áreas de risco. Chegou a hora e a vez do Ministério Público

Ciclo de Produção e Qualidade da Engenharia Geotécnica - 2a Etapa

Enchentes continuarão se SP não voltar a reter água da chuva

Ciclo de Produção e Qualidade da Engenharia Geotécnica - 1a Etapa

Lençol freático: O melhor reservatório urbano para as águas de chuva

Um código florestal próprio para as cidades

Enchentes: a repetida derrota de um modelo

Carta Geotécnica: Ferramenta indispensável para os municípios brasileiros

Cantareira e enchentes: Nosso paradoxo hídrico

Piscinões verdes contra as enchentes

O colapso do viaduto e a engenharia brasileira

Impõe-se a proibição do rebaixamento forçado do lençol freático em determinados contextos geológicos urbanos

Enchentes: Taxa de Permeabilidade ou Cota de Acumulação/infiltração por Lote?

Substitutivo ao plano diretor inova positivamente

Obras viárias: cortes, aterros, túneis ou viadutos?

Aterro de Alta Performance (AP) - 5 - Taludes, Muros de Arrimo, Barragens e Aterros Sanitários e de Resíduos.

Importância do Programa de Investigações Geológicas Geotécnicas (IGGs)

Aterro de Alta Performance (AP) - 4 - Fundações Rasa

Aterro de Alta Performance (Aterro de AP) - 3 - Obras de Piso Industrial

Aterro de Alta Performance (AP) - 2 - Obras de Pavimentação

Aterro de Alta Performance (AP) - 1

As chuvas, e o medo, chegaram.

Obras de Terraplanagem: O patinho feio da geotecnia

São Paulo: Plano Diretor demanda carta geotécnica

O esvaziamento tecnológico do estado brasileiro e suas terríveis consequências.

Uso Inadequado de Maquinas de Terraplanagem

Situações de cunho geotécnico a ser preventivamente investigado na aquisição/utilização de um terreno

O Prefeito Haddad e as Enchentes

As chuvas chegaram. Como estamos?

Os novos prefeitos e as enchentes

O lixo atrapalha, mas não é o vilão das enchentes

Empreendimento de médio e grande portes: A obrigatoriedade de elaboração de um plano de gestão geológico-geotécnica

Entulho: é preciso consumi-lo em grandes quantidades, o que implica estimular seu uso bruto ou semi-bruto

A enorme importância da camada superficial de solos para a engenharia e a sociedade brasileiras

Imperioso trazer arquitetos e urbanistas para o debate geotécnico

Áreas de Risco: A Lei nº 12.608 e os limites dos alertas pluviométricos

Enchentes: Governador, é preciso virar a mesa

Um pouco de luz para os serviços de recuperação e conservação das estradas vicinais de terra

As calçadas do Sr. Prefeito e as enchentes

Não é com obras e com alertas pluviométricos que as tragédias das áreas de risco devem ser enfrentadas

Responsabilidade Sobre Deslizamentos de Solos e Inundações.

Áreas de risco, geologia e arquitetura

Enchentes: Mais uma vez culpar a natureza?

Riscos de Ruína – Sempre Presente – em Engenharia de Solos

Responsabilidades dos Riscos de Desastres ou Tragédias

Enchentes: Reter as águas de chuva em reservatórios domésticos e empresariais

Trincas nas Edificações

Enchentes: Ajardinem suas calçadas

Enchentes: criem bosques florestados, não tirem a serapilheira

Projeto de Loteamento Carece de Engenharia Geotécnica

As mudanças ao código florestal aprovadas na Câmara e a questão urbana

Relação entre movimentos de massa e a presença de água

É o fenômeno, estúpido!

Olhe à sua volta, há um geólogo por aí

Tipos de Escorregamentos e Importância de Estudos Geotécnicos

Tragédias geológicas: o objetivo deve estar na eliminação do risco

Serra do Cafezal: O atraso tecnológico da BR 116

Áreas de risco, geologia e urbanismo

Drenagem Geotécnica – Solução em Deslizamentos de Solos e Erosão

As tragédias serranas, o código ambiental e o espaço urbano

Muros de Arrimo - Os Mitos e Verdades

Tragédias: A tendência é o aumento da frequência e da letalidade

As tragédias e o essencial da dinâmica evolutiva da escarpa da serra do mar

Tragédia climática de janeiro de 2011 - minhas impressões

Seca no Pampa

As Chuvas Causam os Problemas?

Todas as áreas de topografia suave podem ser consideradas seguras?

Cursos Livres de Engenharia Civil Geotécnica - Uma Necessidade

Engenharia Geotécnica e Geologia de Engenharia: responsabilidades distintas, mas indissociáveis

Novamente as chuvas serão as culpadas?

Geotecnia brasileira vive a ditadura da solução

Curso: Solo grampeado - Projeto e Execução

O TAV (Trem de Alta Velocidade) e sua segurança operacional

Deslizamentos de Solos - Descaso Recorrente

Áreas de risco: a remoção é a solução mais justa

Aspectos essenciais na elaboração de uma carta geotécnica

Olhe à sua volta, há um geólogo por aí

A patologia existente por detrás dos deslizamentos de solos

Áreas de risco: quando desocupar, quando consolidar

Deslizamentos de Solos e as Chuvas – Soluções de Biogeotecnia

Saídas para evitar novas catástrofes em 2011

Carta aberta às autoridades públicas: Deslizamentos e enchentes, que em 2011 as tragédias não se repitam

Áreas de Riscos de Deslizamentos - Não Construir ou Como Construir?

Vidas soterradas. Até quando? Existem soluções?

Enchentes: O conhecimento das causas deve orientar as soluções

Como Enfrentar Problemas de Deslizamento

O mito dos piscinões na cidade de São Paulo

Muro de Arrimo Ecológico

Governador Serra, peça ao IPT um plano alternativo de combate às enchentes

Agora é Lei: Ensaios Triaxiais e ATO - Taludes, Muros de Arrimo e Contenções

A água subterrânea está se tornando casa da mãe joana.

O que é uma nascente? Como identificá-la?

Uma estratégia de governo para a Serra do Mar

Bioengenharia dos Solos na Estabilização de Taludes e Erosões

Carta geotécnica: Um salto à frente no estatuto das cidades.

Acidentes em obras de engenharia. Há como evitá-los

Lições de Santa Catarina. Autoridades, queiram por favor anotar

Arquitetura, urbanismo e geologia.

Parede de painéis monolíticos de solo-cimento

Será mesmo o lixo o vilão das enchentes?

Os 3 postulados sagrados da geologia de engenharia

A importância da camada superficial de solos para a sociedade brasileira

Estabilização de taludes: o perigoso

Geotecnia : O papel e as enormes responsabilidades das investigações geológicas

A atual estratégia de combate a enchentes urbanas na região metropolitana de São Paulo é adequada?

Deslizamentos de Taludes e Contenção – Obrigatoriedade de Ensaios e ATO

Enchentes e escorregamentos seguem matando. E daí?

Solução Inédita para Tratamento de Solos Moles no Brasil

Suspeita-se que Retaludamento em Aterro Causa Risco à Rodovia

Case: Uso de gabiões caixa e saco para contenção de parede externa de galpão

Importância da Assessoria Técnica à Obra (ATO) de Muros de Arrimo e Contenção

Contenção em solo reforçado

Visão Holística Sobre Problemas de Engenharia Geotécnica em Áreas de Risco de Deslizamento

A Patologia Geotécnica

Recalques por Rebaixamento do Lençol Freático

Executando aterros sem patologia

Tipos de solo e investigação do subsolo: entenda o ensaio a percussão e seu famoso índice SPT

Acidente na Linha 4 do Metrô em SP: Uma Grande Oportunidade Social para a Engenharia Geotécnica

Conheça os três tipos principais de solo: areia, silte e argila

Como são Desenvolvidos os Projetos Geotécnicos

Contenção em Solo Grampeado

Escorregamento de Taludes e Encostas