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Dýnamis agora é TriGeo!

Em seu 25º aniversário a Dýnamis Engenharia Geotécnica passa para uma nova fase de desenvolvimento e amadurecimento e, a partir de agora irá se concentrar na Consultoria Geotécnica através do Eng° Mauro Hernandez Lozano, criador e fundador da empresa.
Pela vasta experiência adquirida nestes vinte e cinco anos e com a finalidade de continuar prestando serviços geotécnicos de excelência, cria-se a empresa TriGeo Engenharia Geotécnica, alicerçada no mesmo corpo técnico da Dýnamis Engenharia Geotécnica.
O Eng° Mauro Hernandez Lozano continuará a participar ativamente do dia-a-dia da nova empresa, que tem sua conduta inspirada na Ciência Trilógica que unifica a ciência, a filosofia e a metafísica.
A TriGeo surge para fazer diferença no atendimento e relacionamento com clientes e fornecedores.
Veja mais sobre a TriGeo Engenharia Geotécnica na página da empresa em nosso site

por Eng. Mauro Hernandez Lozano

Como são Desenvolvidos os Projetos Geotécnicos



O projeto de engenharia civil de um loteamento, mais especificamente a especialidade de engenharia geotécnica, é desenvolvida pela sociedade sobre uma visão compartimentada.

Por força das suas próprias atribuições, ou enfoques, os diversos órgãos que fazem parte do GRAPROHAB (Grupo de Análise e Aprovação de Projetos Habitacionais), tais como Cetesb, Secretaria do Meio Ambiente, Habitação, Sabesp, Prefeituras e outros, sugerem à sociedade desenvolver seus projetos sem uma visão global.

Os órgãos representam temas especializados de ação governamental e tem uma visão sobre suas atribuições sociais, o que é sua responsabilidade e obrigação.

Entretanto, a sociedade não está desenvolvida para uma perfeita compreensão ou abrangência sobre estes diversos temas de especialidades envolvidos pelos órgãos.

Entenda-se aqui sociedade como os interessados nas aprovações de empreendimentos de parcelamento urbano no GRAPROHAB.

Devemos entender sociedade como a grande parte dos interessados que ingressam no GRAPROHAB e que não dispõem de estrutura ou conhecimento para atender a gama de informações ou especialidades necessárias à aprovação de um projeto de parcelamento.

Apenas algumas poucas empresas deste setor estão estruturadas para atender tal diversidade de especialidades. Mas, trata-se de uma minoria que não atende a demanda de lotes.

Portanto, o que observamos, no GRAPROHAB, são projetos desenvolvidos sem critérios técnicos adequados do ponto de vista de engenharia geotécnica. Isto é, sem visão de conjunto.

Os problemas de engenharia geotécnica de estabilidade de taludes, de erosão, de infiltrações de fossa sanitária, de poços de captação, de pavimentação, de aterros, entre outros, deveriam ser tratados e solucionados através de uma visão única da engenharia, sem a exclusão das outras especialidades.

Sendo mais explícito, o engenheiro civil deve ter uma visão mais abrangente quando se pretende realizar um empreendimento de parcelamento do solo.

O engenheiro geotécnico deve conhecer o perfil geológico geotécnico das camadas do subsolo do loteamento e seus respectivos comportamentos face às diversas solicitações possíveis em função da implantação urbana pretendida.

A seguir, apresenta-se a seqüência das primeiras atividades de engenharia geotécnica obrigatórias na implementação de um parcelamento urbano. Todos os órgãos públicos poderiam solicitá-la ao interessado de modo a permití-los também uma visão global dos problemas ou riscos geológicos geotécnicos.

Inicialmente, o engenheiro deve investigar o subsolo do local do empreendimento. Ora, isto pode ser realizado preliminarmente, sem maiores custos, através de mapa geológico, geomorfológicos e outros geotécnicos que possam existir, além de pesquisar bibliográficas.

Entretanto, esta rotina de trabalho não é realizada. Por que os envolvidos no projeto desconhecem esta disponibilidade de informações ou não se encontram qualificados para tal trabalho.

Em função desta análise preliminar o engenheiro geotécnico deve efetuar uma visita de inspeção onde procurará indícios sobre o comportamento dos solos locais e a identificação com os dados da consulta cartográfica efetuada oportunamente.

Esta rotina de trabalho também não é realizada. Há diversas razões que levam a sociedade não fazer uso desta visita técnica:
• Cultura: Nunca se fez. Para que fazer?
• Mito: Isto é caro. Não é viável o interessado cumprir!
• Ignorância: Desconhecimento da especialidade de engenharia geotécnica e sua finalidade, necessidade e obrigação social.

Após a visita, o engenheiro geotécnico deve programar as investigações em função de diversas possibilidades de problemas geotécnicos em potencial, advindo da intenção da implantação urbana.

Poderia se dizer que esta rotina de trabalho até é cobrada dos órgãos. Entretanto, de uma forma fracionada levando todos envolvidos a uma visão parcial.

Com um exemplo desta visão pode-se comentar a exigência de sondagens apenas quando há desbastes de quadras, pela Secretaria da Habitação, e para determinação do nível d'água, pela Cetesb. Ora, o nível d'água é importante em qualquer obra de escavação. Portanto, deve ser uma primeira preocupação para todos envolvidos e pode ser um problema para pequenas escavações existentes, por exemplo, em uma via pública, onde se escavará 1 a 2 metros.

Entende-se que o órgão na obrigação de contribuir, acaba tirando a responsabilidade do interessado ou favorecendo o mal intencionado a apenas cumprir regras, não se dando conta das responsabilidades e ou prejuízos que estão envolvidos naquela questão.

Outro exemplo é o número de pontos de ensaios de infiltração que às vezes onera o interessado e, outras, comprometem o poder público. O número necessário de ensaios não está relacionado apenas com a área, mas sim com o número de camadas e sua distribuição no subsolo. Onde, mais uma vez, a sondagem se torna indispensável para avaliação prévia destas camadas e, posteriormente então, do número de ensaios por camada tipicamente igual.

Entende-se que, o mais agravante, é que o órgão público torna-se responsável quando define critérios e não menciona, por exemplo, normas técnicas de Levantamento Geotécnico (NBR 6497, Mar/1983), Projeto Geotécnico (NBR 8044, Jun/1983), Controle Tecnológico de Execução de Aterro (NBR 5681, Nov/1980) e Estabilidade de Taludes (NBR 11682, Set/1991).

Estas normas identificam que, há cerca de 18 anos ou mais, já existem indicações e recomendações técnicas do setor especializado em geotecnia que não são devidamente aplicadas.

A partir do código do consumidor as normas técnicas da ABNT ganharam um caráter de lei e mesmo assim não são corretamente aplicadas.

Outro aspecto a ser ressaltado é o mito de que em pequenos empreendimentos, ou onde os volumes de terraplenagem são pequenos, não se justificariam exigências geotécnicas face aos custos gerados e valor de venda.

Ora, primeiro deve-se verificar os riscos para sociedade e o atendimento às normas técnicas, independentemente de custos. Pequenas obras de terraplenagem podem, sim, gerar problemas de erosões e outras instabilizações do solo.

Segundo, os custos de consultoria geotécnica são plenamente satisfatórios. Pois hoje, em São Paulo, dispõe-se de um número expressivo de empresas e profissionais especializados em geotecnia aptos para atender a sociedade com maior segurança.

A afirmação de que os custos em consultoria geotécnica são elevados é coisa do passado. Não se justificando a falta de utilização destes profissionais nos dias de hoje, onde a sociedade é mais exigente, as legislações são mais rígidas e a competitividade mais acirrada. Portanto, eficiência e eficácia são mais necessárias ou indispensáveis a sociedade.

Os conhecimentos geotécnicos e a evolução tecnológica estão ao alcance de todos. Existem, pelo menos, 5 associações técnicas no setor de geotecnia, seminários, congressos e outros eventos constantemente realizados, com muitos profissionais envolvidos.

Portanto, hoje há custos perfeitamente aceitáveis. Os serviços de geotecnia podem e devem serem exigidos em qualquer implantação urbana para segurança e qualidade de vida dos próprios empreendedores, gestores públicos e população. Além de atender a legislação ou, mais especificamente, o código do consumidor e as normas técnicas da ABNT.

Assim, sugere-se uma revisão nos critérios referentes à engenharia geotécnica de modo a não levar os empreendedores, e outros interessados, ao erro ou insucesso de seus empreendimentos, e os órgãos públicos a não passarem por coniventes ou se envolverem em responsabilidades que não lhes diz respeito.

Não se entende que seja descaso das partes envolvidas no processo, mas sim, um avanço tecnológico necessário nos dias de hoje, onde a leis de crimes ambientas e código do consumidor estão ai para incriminar os reais responsáveis que, em última análise, acreditamos ser a engenharia civil. Esta, por sua vez, dispõe de tecnologia, mas nem sempre é consultada ou cobrada de suas responsabilidades.
Entende-se que ao solicitar, aparentemente mais, ao interessado estar-se-ia:
• Contribuindo ao desenvolvimento urbano mais seguro para a sociedade;
• Colaborando com os profissionais menos avisados, sobre as diversas especialidades envolvidas no projeto de loteamento;
• Fazendo-se cumprir as normas técnicas da ABNT, que comprometem órgãos públicos, arquitetos e engenheiros civis, entre outros.

Assim, a sociedade se aculturaria e desenvolveria conhecendo melhor seus profissionais e especialidades sabendo usá-los e cobrá-los.

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