Seu navegador não supoerta scripts

Busca

 

Curso a Distância - Redução do consumo de água em edificações

Curso a Distância - Eficiência Energética em Edifícios

Curso a Distância - Arquitetura Corporativa

Curso a Distância - Terra Crua

Curso a Distância - Arquitetura Acessível x Barreiras Arquitetônicas e Culturais

 

Artigos

 



Catálogo de Produtos Inclusivos

 

Acompanhe-nos

Facebook   Facebook

 

 

Evoluímos!
Dýnamis agora é TriGeo!

Em seu 25º aniversário a Dýnamis Engenharia Geotécnica passa para uma nova fase de desenvolvimento e amadurecimento e, a partir de agora irá se concentrar na Consultoria Geotécnica através do Eng° Mauro Hernandez Lozano, criador e fundador da empresa.
Pela vasta experiência adquirida nestes vinte e cinco anos e com a finalidade de continuar prestando serviços geotécnicos de excelência, cria-se a empresa TriGeo Engenharia Geotécnica, alicerçada no mesmo corpo técnico da Dýnamis Engenharia Geotécnica.
O Eng° Mauro Hernandez Lozano continuará a participar ativamente do dia-a-dia da nova empresa, que tem sua conduta inspirada na Ciência Trilógica que unifica a ciência, a filosofia e a metafísica.
A TriGeo surge para fazer diferença no atendimento e relacionamento com clientes e fornecedores.
Veja mais sobre a TriGeo Engenharia Geotécnica na página da empresa em nosso site

por Geól. Álvaro Rodrigues dos Santos

Arquitetura, urbanismo e geologia.



Em tempos em que se prega a conveniência e a importância de nossa Arquitetura adotar os preceitos da sustentabilidade, vale considerar alguns aspectos essenciais dessa qualificação, até para que algum desavisado não imagine tê-la adotado apenas por abolir cortinas, recomendar a instalação de aquecedores solares e exigir madeira certificada em seus projetos.
Graves e onerosos problemas de ordem geológico-geotécnica, como processos de erosão/assoreamento/enchentes, acidentes associados a rupturas de taludes, recalques ou abatimentos de terrenos, produção maciça de áreas de risco, comprometimentos de infra-estrutura instalada, etc., incluindo não raras vezes perda de vidas humanas, têm tido sua origem em evidentes desencontros entre as concepções arquitetônicas de projetos e as características naturais dos terrenos onde são implantados.

Especialmente no que se refere a projetos habitacionais (individuais e coletivos) e empresariais uma série de fatores têm levado a Arquitetura a trabalhar com o conceito de projetos-padrão, ou projetos-tipo. A pasteurização criativa condicionada pela construção industrializada, a busca cega do máximo rendimento espacial, a conveniência financeira em prescindir de profissionais mais qualificados, o progressivo desuso da ousadia e da criatividade, têm-se constituído em alguns desses fatores.

O fato é que os conceitos orientadores de como vão se dar as relações de um determinado empreendimento com o meio natural com o qual interfere são definidos primeira e originalmente nas concepções arquitetônicas que lhe são propostas.

É essa concepção arquitetônica, determinante da disposição espacial e do ajuste do empreendimento ao terreno e suas características fisiográficas, que também influenciará, por decorrência conceitual, a escolha dos procedimentos construtivos e as futuras regras de operação e manutenção; todos esses, elementos essenciais nas inter-relações com o meio natural.

Ou seja, será a concepção arquitetônica de partida que determinará o êxito ou o fracasso do empreendimento naquilo que se refere às suas relações com o ambiente geológico-geotécnico, ou de uma forma mais ampla, naquilo que se refere à sua sustentabilidade ambiental. Do que pode se concluir que será essa concepção arquitetônica que, na maioria dos casos, definirá o êxito ou o fracasso financeiro e funcional do empreendimento.

Alguns exemplos práticos são esclarecedores.

Ao insistentemente exigir a produção de áreas planas através de procedimentos generalizados de terraplenagem, os projetos arquitetônicos associados à expansão urbana, seja habitacional, seja empresarial, instalados em áreas de relevo mais acentuado expõem à ação de processos erosivos, em cortes, aterros e bota-foras, solos profundos extremamente susceptíveis á erosão.

Como gravíssimas conseqüências, destruição da infra-estrutura instalada, assoreamento de drenagens, enchentes, ruptura de taludes, produção de áreas de risco... Uma concepção arquitetônica orientada a relevos mais acentuados evitaria, de início, todos esses problemas.

Ao pretender ocupar faixas litorâneas sazonalmente (no âmbito do tempo geológico) sujeitas ao alcance do mar, projetos arquitetônicos associados a empreendimentos turísticos individuais ou empresariais têm via de regra redundado em clamorosos fracassos, com destruição e comprometimento estrutural das instalações implantadas.

Os expedientes de proteção das instalações que nesses casos normalmente são adotados primam pelo mesmo desconhecimento da dinâmica dos processos geológico-marinhos naturais e acabam por mais comprometer ainda os empreendimentos e até regiões próximas.

Empreendimentos viários ou similares implantados em regiões serranas tropicais, com suas conhecidas encostas geologicamente instáveis, a partir de uma concepção de “encaixe da obra no terreno”, ou seja, privilegiando cortes e aterros, por certo vão pagar altíssimo preço, como também seus futuros usuários, aos constantes escorregamentos induzidos pela intervenção humana.

Uma vez conhecidas e tidas em conta as condições geológicas naturais, os cortes e aterros seriam, por concepção arquitetônica, substituídos por obras de arte e túneis, expediente que deixaria intactas as singulares e sensíveis encostas.

Vários outros exemplos poderiam ser relatados, todos testemunhando a extrema necessidade da arquitetura brasileira incorporar em sua prática os cuidados com as características geológicas dos terrenos afetados.

Essa nova cultura automaticamente levaria a uma mais estreita colaboração entre Arquitetura e Geologia, no caso, a Geologia de Engenharia, especialidade profissional que tem como responsabilidade maior o domínio tecnológico da interface Homem/Natureza.

Como concisa diretriz, podemos entender que está colocado o seguinte desafio à arquitetura brasileira: usar a ousadia e a criatividade para adequar seus projetos à Natureza, ao invés de, burocraticamente, pretender adequar a Natureza a seus projetos.

Comentários

Mais artigos

Dória, Alckmin e as enchentes

A quem interessa combater enchentes com a velha estratégia dos piscinões?

Habitação popular, cidades e geologia

Economia e Garantia nos Aterros de Auto Desempenho

Deslizamentos e enchentes: Culpar as chuvas mais uma vez?

As nascentes no código florestal: Uma proposta para a boa solução do imbróglio criado

O significado da fiscalização em obras de engenharia

As soluções assumindo temerariamente o comando

O Código de Mineração, a tragédia da Samarco e os geólogos brasileiros

Rompimento da barragem de rejeitos da Samarco em Mariana: Irresponsabilidade na gestão de riscos

Cuidado no Projeto de Terraplenagem

Cidades e geologia

Ciclo de Produção e Qualidade da Engenharia Geotécnica - 3a Etapa

Áreas de risco. Chegou a hora e a vez do Ministério Público

Ciclo de Produção e Qualidade da Engenharia Geotécnica - 2a Etapa

Enchentes continuarão se SP não voltar a reter água da chuva

Ciclo de Produção e Qualidade da Engenharia Geotécnica - 1a Etapa

Lençol freático: O melhor reservatório urbano para as águas de chuva

Um código florestal próprio para as cidades

Enchentes: a repetida derrota de um modelo

Carta Geotécnica: Ferramenta indispensável para os municípios brasileiros

Cantareira e enchentes: Nosso paradoxo hídrico

Piscinões verdes contra as enchentes

O colapso do viaduto e a engenharia brasileira

Impõe-se a proibição do rebaixamento forçado do lençol freático em determinados contextos geológicos urbanos

Enchentes: Taxa de Permeabilidade ou Cota de Acumulação/infiltração por Lote?

Substitutivo ao plano diretor inova positivamente

Obras viárias: cortes, aterros, túneis ou viadutos?

Aterro de Alta Performance (AP) - 5 - Taludes, Muros de Arrimo, Barragens e Aterros Sanitários e de Resíduos.

Importância do Programa de Investigações Geológicas Geotécnicas (IGGs)

Aterro de Alta Performance (AP) - 4 - Fundações Rasa

Aterro de Alta Performance (Aterro de AP) - 3 - Obras de Piso Industrial

Aterro de Alta Performance (AP) - 2 - Obras de Pavimentação

Aterro de Alta Performance (AP) - 1

As chuvas, e o medo, chegaram.

Obras de Terraplanagem: O patinho feio da geotecnia

São Paulo: Plano Diretor demanda carta geotécnica

O esvaziamento tecnológico do estado brasileiro e suas terríveis consequências.

Uso Inadequado de Maquinas de Terraplanagem

Situações de cunho geotécnico a ser preventivamente investigado na aquisição/utilização de um terreno

O Prefeito Haddad e as Enchentes

As chuvas chegaram. Como estamos?

Os novos prefeitos e as enchentes

O lixo atrapalha, mas não é o vilão das enchentes

Empreendimento de médio e grande portes: A obrigatoriedade de elaboração de um plano de gestão geológico-geotécnica

Entulho: é preciso consumi-lo em grandes quantidades, o que implica estimular seu uso bruto ou semi-bruto

A enorme importância da camada superficial de solos para a engenharia e a sociedade brasileiras

Imperioso trazer arquitetos e urbanistas para o debate geotécnico

Áreas de Risco: A Lei nº 12.608 e os limites dos alertas pluviométricos

Enchentes: Governador, é preciso virar a mesa

Um pouco de luz para os serviços de recuperação e conservação das estradas vicinais de terra

As calçadas do Sr. Prefeito e as enchentes

Não é com obras e com alertas pluviométricos que as tragédias das áreas de risco devem ser enfrentadas

Responsabilidade Sobre Deslizamentos de Solos e Inundações.

Áreas de risco, geologia e arquitetura

Enchentes: Mais uma vez culpar a natureza?

Riscos de Ruína – Sempre Presente – em Engenharia de Solos

Responsabilidades dos Riscos de Desastres ou Tragédias

Enchentes: Reter as águas de chuva em reservatórios domésticos e empresariais

Trincas nas Edificações

Enchentes: Ajardinem suas calçadas

Enchentes: criem bosques florestados, não tirem a serapilheira

Projeto de Loteamento Carece de Engenharia Geotécnica

As mudanças ao código florestal aprovadas na Câmara e a questão urbana

Relação entre movimentos de massa e a presença de água

É o fenômeno, estúpido!

Olhe à sua volta, há um geólogo por aí

Tipos de Escorregamentos e Importância de Estudos Geotécnicos

Tragédias geológicas: o objetivo deve estar na eliminação do risco

Serra do Cafezal: O atraso tecnológico da BR 116

Áreas de risco, geologia e urbanismo

Drenagem Geotécnica – Solução em Deslizamentos de Solos e Erosão

As tragédias serranas, o código ambiental e o espaço urbano

Muros de Arrimo - Os Mitos e Verdades

Tragédias: A tendência é o aumento da frequência e da letalidade

As tragédias e o essencial da dinâmica evolutiva da escarpa da serra do mar

Tragédia climática de janeiro de 2011 - minhas impressões

Seca no Pampa

As Chuvas Causam os Problemas?

Todas as áreas de topografia suave podem ser consideradas seguras?

Cursos Livres de Engenharia Civil Geotécnica - Uma Necessidade

Engenharia Geotécnica e Geologia de Engenharia: responsabilidades distintas, mas indissociáveis

Novamente as chuvas serão as culpadas?

Geotecnia brasileira vive a ditadura da solução

Curso: Solo grampeado - Projeto e Execução

O TAV (Trem de Alta Velocidade) e sua segurança operacional

Deslizamentos de Solos - Descaso Recorrente

Áreas de risco: a remoção é a solução mais justa

Aspectos essenciais na elaboração de uma carta geotécnica

Olhe à sua volta, há um geólogo por aí

A patologia existente por detrás dos deslizamentos de solos

Áreas de risco: quando desocupar, quando consolidar

Deslizamentos de Solos e as Chuvas – Soluções de Biogeotecnia

Saídas para evitar novas catástrofes em 2011

Carta aberta às autoridades públicas: Deslizamentos e enchentes, que em 2011 as tragédias não se repitam

Áreas de Riscos de Deslizamentos - Não Construir ou Como Construir?

Vidas soterradas. Até quando? Existem soluções?

Enchentes: O conhecimento das causas deve orientar as soluções

Como Enfrentar Problemas de Deslizamento

O mito dos piscinões na cidade de São Paulo

Muro de Arrimo Ecológico

Governador Serra, peça ao IPT um plano alternativo de combate às enchentes

Agora é Lei: Ensaios Triaxiais e ATO - Taludes, Muros de Arrimo e Contenções

A água subterrânea está se tornando casa da mãe joana.

O que é uma nascente? Como identificá-la?

Uma estratégia de governo para a Serra do Mar

Bioengenharia dos Solos na Estabilização de Taludes e Erosões

Carta geotécnica: Um salto à frente no estatuto das cidades.

Acidentes em obras de engenharia. Há como evitá-los

Lições de Santa Catarina. Autoridades, queiram por favor anotar

Arquitetura, urbanismo e geologia.

Parede de painéis monolíticos de solo-cimento

Será mesmo o lixo o vilão das enchentes?

Os 3 postulados sagrados da geologia de engenharia

A importância da camada superficial de solos para a sociedade brasileira

Estabilização de taludes: o perigoso

Geotecnia : O papel e as enormes responsabilidades das investigações geológicas

A atual estratégia de combate a enchentes urbanas na região metropolitana de São Paulo é adequada?

Deslizamentos de Taludes e Contenção – Obrigatoriedade de Ensaios e ATO

Enchentes e escorregamentos seguem matando. E daí?

Solução Inédita para Tratamento de Solos Moles no Brasil

Suspeita-se que Retaludamento em Aterro Causa Risco à Rodovia

Case: Uso de gabiões caixa e saco para contenção de parede externa de galpão

Importância da Assessoria Técnica à Obra (ATO) de Muros de Arrimo e Contenção

Contenção em solo reforçado

Visão Holística Sobre Problemas de Engenharia Geotécnica em Áreas de Risco de Deslizamento

A Patologia Geotécnica

Recalques por Rebaixamento do Lençol Freático

Executando aterros sem patologia

Tipos de solo e investigação do subsolo: entenda o ensaio a percussão e seu famoso índice SPT

Acidente na Linha 4 do Metrô em SP: Uma Grande Oportunidade Social para a Engenharia Geotécnica

Conheça os três tipos principais de solo: areia, silte e argila

Como são Desenvolvidos os Projetos Geotécnicos

Contenção em Solo Grampeado

Escorregamento de Taludes e Encostas