Seu navegador não supoerta scripts

Busca

 

Curso a Distância - Redução do consumo de água em edificações

Curso a Distância - Eficiência Energética em Edifícios

Curso a Distância - Arquitetura Corporativa

Curso a Distância - Terra Crua

Curso a Distância - Arquitetura Acessível x Barreiras Arquitetônicas e Culturais

 

Artigos

 



Catálogo de Produtos Inclusivos

 

Acompanhe-nos

Facebook   Facebook

 

 

Evoluímos!
Dýnamis agora é TriGeo!

Em seu 25º aniversário a Dýnamis Engenharia Geotécnica passa para uma nova fase de desenvolvimento e amadurecimento e, a partir de agora irá se concentrar na Consultoria Geotécnica através do Eng° Mauro Hernandez Lozano, criador e fundador da empresa.
Pela vasta experiência adquirida nestes vinte e cinco anos e com a finalidade de continuar prestando serviços geotécnicos de excelência, cria-se a empresa TriGeo Engenharia Geotécnica, alicerçada no mesmo corpo técnico da Dýnamis Engenharia Geotécnica.
O Eng° Mauro Hernandez Lozano continuará a participar ativamente do dia-a-dia da nova empresa, que tem sua conduta inspirada na Ciência Trilógica que unifica a ciência, a filosofia e a metafísica.
A TriGeo surge para fazer diferença no atendimento e relacionamento com clientes e fornecedores.
Veja mais sobre a TriGeo Engenharia Geotécnica na página da empresa em nosso site

por Mario Wrege

Seca no Pampa



Água não se cria, acumula-se. Para tal, administra-se. Isto por que, independente da ocorrência imediata, ela é fundamental à Vida, ao Ambiente, às atividades econômicas. Há que se ter um suprir com constância, em quantidade e qualidade. Assim, há que se calcular necessidades e disponibilidades. Dentro das necessidades está o grupamento populacional, o nível de vida praticado, a cultura em relação a água.

Quanto às disponibilidades está a limitação ambiental, dada pelas circunstâncias meteorológicas e hidráulicas, como: distribuição das precipitações, porosidade das litologias, sítios de barragem; e a limitação estrutural, ou seja, a existência de obras e ações que permitam este acúmulo hídrico quando a água está fartamente disponível – nos períodos de precipitação normal ou intensa.

Aqui a idéia é a de fazer com que a água se acumule na bacia e circule lentamente, ao invés de a bacia servir, apenas, de conduto de passagem, rápida – esta água está perdida para este sistema, portanto. Hoje há conhecimento técnico para se atuar em todas estas áreas, do levantamento à execução; portanto, podemos (e devemos) fazer algo preparando-nos para a próxima ocorrência.

Agora, a situação é de emergência. As perdas materiais são inevitáveis e o sofrimento humano é visível. Há que socorrer as populações atingidas pela escassez de água, amenizando as necessidades. Isto tem um custo muito alto e atende um nível mínimo e limitado à sobrevivência, especialmente das pessoas. No limite, resta retirar as pessoas das áreas afetadas, no mínimo até a situação amenizar-se.

Ações como disponibilização de carros-pipa são as típicas. Há outras, pouco lembradas. Uma é a recuperação ou revitalização de poços tubulares, para melhorar o acesso às águas subterrâneas, especialmente em áreas críticas quanto ao abastecimento ou mais favoráveis hidrogeologicamente, que serão de mais rápida resposta.

Muito provavelmente não resolverão o todo, pois são circunstanciais, fazendo-se o possível com o que sobrou, e paliativas, com as demandas literalmente aquecidas, mas darão alento, e num curtíssimo prazo – como sempre, espera-se que neste meio tempo a chuva chegue. São técnicas de limpeza e manutenção dos poços tubulares, que gerarão a desobstrução dos filtros, a recuperação da bomba, o melhoramento do meio poroso no entorno da zona de captação; tais atividades são corriqueiras, ou seja, as firmas prestadoras de serviço estão plenamente habilitadas a executar imediatamente.

No médio e longo prazos, a situação é de gestão. Há que ser gerado conhecimento sobre a área, tanto meteorológico, quanto hidrológico e hidráulico, como hidrogeológico, na escala compatível – que seria a de administração, em torno de 1:100.000 ou maior. De novo, há pessoal e empresas qualificadas a prover tal serviço. Tal informação deverá ser levada ao fórum competente para decisão, que é o Comitê de Bacia Hidrográfica, respectivo.

Com isto se saberá o possível tempo de recorrência das estiagens, o nível de déficit hídrico respectivo, a duração; com isto poder-se-á calcular o volume de armazenamento hídrico necessário para atender a maioria das estiagens — para as mais intensas continuará o desabastecimento.

A informação básica sobre os dados do sistema em estudo deverão ser divulgados à população geral para que saiba as características do meio em que vivem e o que podem esperar quando de um evento extremo. Segundo as regras existentes, o custeio de tal estudo é levantado na própria bacia hidrográfica interessada; no entanto, cabe ao Estado realizar os levantamentos básicos de menor escala.

Ações como reservação de água são as típicas. São conhecidas como açudagem, mas há que pensar estratégicamente. Além da açudagem outra ação óbvia é a reservação por cisternas. Esta capta as águas pluviais quase que diretamente e as mantem numa espécie de tanque estanque. Os açudes captam as águas do escorrimento superficial e também água subterrânea, mas estão sujeitos à evaporação e são condicionados pela topografia. Estrategicamente pode-se aumentar a capacidade de reservação da bacia fazendo as águas infiltrarem, tornando-as, pois, subterrâneas. Estas estão protegidas da evaporação e fluirão, ainda que lentamente. Ou seja, podemos infiltrar em um local e retirar noutro, mais conveniente; ou, ainda, e isto interessa à circunstância, podemos retirá-las noutro tempo.

Este outro tempo poderá ser o da escassez de águas de superfície. Para exercer tais ações é necessário conhecimento e implementação prévios, o que pode e deve ser feito nos períodos de vacas gordas, literalmente.

Toda esta situação é previsível probabilisticamente. Isto não é um terremoto nem um tsunami, para usar ilustrações em voga. Não é novidade que secas houve; mesmo não sendo meteorologista nem habitante da área afetada qualquer um sabe disto. A diferença é que hoje tem mais gente habitando, com melhor nível de vida – o que implica em maior consumo de água – e que os meios de comunicação espalham a notícia ampla e eficientemente. Se se sabe da recorrência, há que se estar preparado – relés bom-senso.

Isto tem que ser feito nos períodos de normalidade – de novo, relés bom-senso. Tal situação lembra o caso da goteira: quando chove não dá para consertar; quando não chove, não precisa.

Reciprocicando: quando chove há água sem preocupação; quando não, não há o que fazer. Ou da cigarra e da formiga. A moral da estória é simples: há que se ter reserva para os períodos difíceis.


Mas há que ir além, há que ter conhecimento e estratégia. Tudo está disponível para que tal aconteça; há apenas que acionar a capacidade instalada na sociedade civil.



Mario Wrege, Hidrogeólogo


Você conhece o "Curso a distancia IBDA - SitEscola? Veja os cursos disponíveis, e colabore com o IBDA, participando, divulgando e sugerindo novos temas.

Comentários

Mais artigos

A importância da geotecnia na construção civil

Dória, Alckmin e as enchentes

A quem interessa combater enchentes com a velha estratégia dos piscinões?

Habitação popular, cidades e geologia

Economia e Garantia nos Aterros de Auto Desempenho

Deslizamentos e enchentes: Culpar as chuvas mais uma vez?

As nascentes no código florestal: Uma proposta para a boa solução do imbróglio criado

O significado da fiscalização em obras de engenharia

As soluções assumindo temerariamente o comando

O Código de Mineração, a tragédia da Samarco e os geólogos brasileiros

Rompimento da barragem de rejeitos da Samarco em Mariana: Irresponsabilidade na gestão de riscos

Cuidado no Projeto de Terraplenagem

Cidades e geologia

Ciclo de Produção e Qualidade da Engenharia Geotécnica - 3a Etapa

Áreas de risco. Chegou a hora e a vez do Ministério Público

Ciclo de Produção e Qualidade da Engenharia Geotécnica - 2a Etapa

Enchentes continuarão se SP não voltar a reter água da chuva

Ciclo de Produção e Qualidade da Engenharia Geotécnica - 1a Etapa

Lençol freático: O melhor reservatório urbano para as águas de chuva

Um código florestal próprio para as cidades

Enchentes: a repetida derrota de um modelo

Carta Geotécnica: Ferramenta indispensável para os municípios brasileiros

Cantareira e enchentes: Nosso paradoxo hídrico

Piscinões verdes contra as enchentes

O colapso do viaduto e a engenharia brasileira

Impõe-se a proibição do rebaixamento forçado do lençol freático em determinados contextos geológicos urbanos

Enchentes: Taxa de Permeabilidade ou Cota de Acumulação/infiltração por Lote?

Substitutivo ao plano diretor inova positivamente

Obras viárias: cortes, aterros, túneis ou viadutos?

Aterro de Alta Performance (AP) - 5 - Taludes, Muros de Arrimo, Barragens e Aterros Sanitários e de Resíduos.

Importância do Programa de Investigações Geológicas Geotécnicas (IGGs)

Aterro de Alta Performance (AP) - 4 - Fundações Rasa

Aterro de Alta Performance (Aterro de AP) - 3 - Obras de Piso Industrial

Aterro de Alta Performance (AP) - 2 - Obras de Pavimentação

Aterro de Alta Performance (AP) - 1

As chuvas, e o medo, chegaram.

Obras de Terraplanagem: O patinho feio da geotecnia

São Paulo: Plano Diretor demanda carta geotécnica

O esvaziamento tecnológico do estado brasileiro e suas terríveis consequências.

Uso Inadequado de Maquinas de Terraplanagem

Situações de cunho geotécnico a ser preventivamente investigado na aquisição/utilização de um terreno

O Prefeito Haddad e as Enchentes

As chuvas chegaram. Como estamos?

Os novos prefeitos e as enchentes

O lixo atrapalha, mas não é o vilão das enchentes

Empreendimento de médio e grande portes: A obrigatoriedade de elaboração de um plano de gestão geológico-geotécnica

Entulho: é preciso consumi-lo em grandes quantidades, o que implica estimular seu uso bruto ou semi-bruto

A enorme importância da camada superficial de solos para a engenharia e a sociedade brasileiras

Imperioso trazer arquitetos e urbanistas para o debate geotécnico

Áreas de Risco: A Lei nº 12.608 e os limites dos alertas pluviométricos

Enchentes: Governador, é preciso virar a mesa

Um pouco de luz para os serviços de recuperação e conservação das estradas vicinais de terra

As calçadas do Sr. Prefeito e as enchentes

Não é com obras e com alertas pluviométricos que as tragédias das áreas de risco devem ser enfrentadas

Responsabilidade Sobre Deslizamentos de Solos e Inundações.

Áreas de risco, geologia e arquitetura

Enchentes: Mais uma vez culpar a natureza?

Riscos de Ruína – Sempre Presente – em Engenharia de Solos

Responsabilidades dos Riscos de Desastres ou Tragédias

Enchentes: Reter as águas de chuva em reservatórios domésticos e empresariais

Trincas nas Edificações

Enchentes: Ajardinem suas calçadas

Enchentes: criem bosques florestados, não tirem a serapilheira

Projeto de Loteamento Carece de Engenharia Geotécnica

As mudanças ao código florestal aprovadas na Câmara e a questão urbana

Relação entre movimentos de massa e a presença de água

É o fenômeno, estúpido!

Olhe à sua volta, há um geólogo por aí

Tipos de Escorregamentos e Importância de Estudos Geotécnicos

Tragédias geológicas: o objetivo deve estar na eliminação do risco

Serra do Cafezal: O atraso tecnológico da BR 116

Áreas de risco, geologia e urbanismo

Drenagem Geotécnica – Solução em Deslizamentos de Solos e Erosão

As tragédias serranas, o código ambiental e o espaço urbano

Muros de Arrimo - Os Mitos e Verdades

Tragédias: A tendência é o aumento da frequência e da letalidade

As tragédias e o essencial da dinâmica evolutiva da escarpa da serra do mar

Seca no Pampa

As Chuvas Causam os Problemas?

Todas as áreas de topografia suave podem ser consideradas seguras?

Cursos Livres de Engenharia Civil Geotécnica - Uma Necessidade

Engenharia Geotécnica e Geologia de Engenharia: responsabilidades distintas, mas indissociáveis

Novamente as chuvas serão as culpadas?

Geotecnia brasileira vive a ditadura da solução

Curso: Solo grampeado - Projeto e Execução

O TAV (Trem de Alta Velocidade) e sua segurança operacional

Deslizamentos de Solos - Descaso Recorrente

Áreas de risco: a remoção é a solução mais justa

Aspectos essenciais na elaboração de uma carta geotécnica

Olhe à sua volta, há um geólogo por aí

A patologia existente por detrás dos deslizamentos de solos

Áreas de risco: quando desocupar, quando consolidar

Deslizamentos de Solos e as Chuvas – Soluções de Biogeotecnia

Carta aberta às autoridades públicas: Deslizamentos e enchentes, que em 2011 as tragédias não se repitam

Áreas de Riscos de Deslizamentos - Não Construir ou Como Construir?

Vidas soterradas. Até quando? Existem soluções?

Enchentes: O conhecimento das causas deve orientar as soluções

Como Enfrentar Problemas de Deslizamento

O mito dos piscinões na cidade de São Paulo

Muro de Arrimo Ecológico

Agora é Lei: Ensaios Triaxiais e ATO - Taludes, Muros de Arrimo e Contenções

A água subterrânea está se tornando casa da mãe joana.

O que é uma nascente? Como identificá-la?

Uma estratégia de governo para a Serra do Mar

Bioengenharia dos Solos na Estabilização de Taludes e Erosões

Carta geotécnica: Um salto à frente no estatuto das cidades.

Acidentes em obras de engenharia. Há como evitá-los

Arquitetura, urbanismo e geologia.

Parede de painéis monolíticos de solo-cimento

Será mesmo o lixo o vilão das enchentes?

Os 3 postulados sagrados da geologia de engenharia

A importância da camada superficial de solos para a sociedade brasileira

Estabilização de taludes: o perigoso

Geotecnia : O papel e as enormes responsabilidades das investigações geológicas

A atual estratégia de combate a enchentes urbanas na região metropolitana de São Paulo é adequada?

Deslizamentos de Taludes e Contenção – Obrigatoriedade de Ensaios e ATO

Enchentes e escorregamentos seguem matando. E daí?

Solução Inédita para Tratamento de Solos Moles no Brasil

Suspeita-se que Retaludamento em Aterro Causa Risco à Rodovia

Case: Uso de gabiões caixa e saco para contenção de parede externa de galpão

Importância da Assessoria Técnica à Obra (ATO) de Muros de Arrimo e Contenção

Contenção em solo reforçado

Visão Holística Sobre Problemas de Engenharia Geotécnica em Áreas de Risco de Deslizamento

A Patologia Geotécnica

Recalques por Rebaixamento do Lençol Freático

Executando aterros sem patologia

Tipos de solo e investigação do subsolo: entenda o ensaio a percussão e seu famoso índice SPT

Conheça os três tipos principais de solo: areia, silte e argila

Como são Desenvolvidos os Projetos Geotécnicos

Contenção em Solo Grampeado

Escorregamento de Taludes e Encostas