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Em seu 25º aniversário a Dýnamis Engenharia Geotécnica passa para uma nova fase de desenvolvimento e amadurecimento e, a partir de agora irá se concentrar na Consultoria Geotécnica através do Eng° Mauro Hernandez Lozano, criador e fundador da empresa.
Pela vasta experiência adquirida nestes vinte e cinco anos e com a finalidade de continuar prestando serviços geotécnicos de excelência, cria-se a empresa TriGeo Engenharia Geotécnica, alicerçada no mesmo corpo técnico da Dýnamis Engenharia Geotécnica.
O Eng° Mauro Hernandez Lozano continuará a participar ativamente do dia-a-dia da nova empresa, que tem sua conduta inspirada na Ciência Trilógica que unifica a ciência, a filosofia e a metafísica.
A TriGeo surge para fazer diferença no atendimento e relacionamento com clientes e fornecedores.
Veja mais sobre a TriGeo Engenharia Geotécnica na página da empresa em nosso site

por Eng. Civil MSc. Djalma Pinto Pessôa Neto

Tipos de Escorregamentos e Importância de Estudos Geotécnicos



Devido às graves conseqüências que qualquer escorregamento pode causar para populações circunvizinhas, o estudo da estabilidade de encostas naturais é um dos grandes desafios da engenharia geotécnica. Apesar da estabilidade de alguns taludes ser comprometida pela ação humana, há um grande o número de escorregamentos que ocorrem sem uma causa aparentemente clara.

Taludes naturais, em princípio estáveis, podem romper súbita e inesperadamente. A variedade e a natureza das causas e condições que determinam esses escorregamentos podem ser complexas, impossibilitando a elaboração de teorias e estudos de caráter geral. As duas causas mais comuns são as variações na frente de saturação e a alteração ou modificação progressiva da estrutura do solo sob a ação de agentes geológicos. Estas causas diminuem a resistência ao cisalhamento do solo, levando à sua instabilização  (COSTA NUNES,1987).

Escorregamentos, deslizamentos, rastejos e quedas, são alguns dos termos utilizados para descrever movimentos de massa que ocorrem em encostas de solos e/ou rochas sob a ação da gravidade. Esses movimentos podem ser apenas inconvenientes, não merecendo muitas das vezes registro, como também podem ser catastróficos nas suas dimensões e consequências.


Avalanches de detritos na Tragédia Climática de Nova Friburgo, jan. 2011.


É importante classificar os movimentos, bem como investigar as suas causas, pois deste estudo depende a correta escolha do modo de análise de estabilidade a ser empregado e das medidas de correção adequadas. Entretanto, a adoção de um sistema unificado de classificação de movimentos de massa “tem sido difícil”.

Segundo Faiçal Massad (2003) os escorregamentos podem ser descritos, como se segue:

1.  Rastejos: são movimentos lentos de camadas superficiais do solo, encosta abaixo; que se aceleram por ocasião de chuvas e se desaceleram em épocas de seca. Os rastejos são detectáveis, na Serra do Mar, pelas árvores inclinadas na direção do talude e podem com o tempo evoluir para escorregamentos verdadeiros.

2. Escorregamentos verdadeiros: referem-se a deslizamentos de volumes de solos ao longo de superfícies de ruptura bem definidas, cilíndricas ou planares. São, portanto, os únicos que podem ser submetidos a análises estáticas através de modos de equilíbrio-limite. As causas que levam aos escorregamentos verdadeiros são: a alteração da geometria do talude por cortes ou escavações com o aumento da sua inclinação; colocação de sobrecargas no topo das encostas; infiltração de águas de chuvas, que podem elevar as poro-pressões no talude, consequentemente reduzindo a resistência cisalhante do solo; desmatamento e destruição da vegetação que pode ter um papel importante na estabilização das encostas, porque absorvem parte das águas de chuva e reforçam o solo com suas raízes.

3. Nos  deslizamentos de tálus a massa de material (solos e blocos de rocha) escoa como se fosse um fluido, ou líquido viscoso, sem a existência de uma linha de ruptura bem definida.

4. Deslocamentos de blocos de rocha: são movimentos que blocos ou lascas de rocha intactos, resistentes ao intemperismo, podem sofrer por ocasião de chuvas intensas e prolongadas que provocam a erosão do solo no qual os mesmos estão apoiados.

5.  Avalanches ou erosões  violentas:  também conhecidas como fluxos de detritos, são fenômenos classificados como desastres naturais, pelo seu alto poder destrutivo e pelos danos que podem provocar em instalações e equipamentos urbanos ou na própria natureza original. São movimentos de massa que se desenvolvem em períodos de tempo muito curtos (alguns segundos a pouco minutos) e que tem algumas peculiaridades como: velocidades elevadas (18 a 72 Km/hora); alta capacidade de erosão e destruição, devido a grandes pressões de impacto (30 a 1000 kPa); transporte de detritos (galhos e troncos de árvores, blocos de rocha, cascalho, areia e lama) a grandes distâncias, mesmo em baixas declividades (5 graus  a 15 graus). Ocorrem, em geral, após longos períodos de chuva, quando uma incidência pluviométrica mais intensa (6 a 10 mm em dez minutos) provoca escorregamentos de solo e rocha para dentro do curso d’água. A massa de solo mistura-se com a água, em abundância, e é dirigida para os talvegues, arrastando árvores e materiais pedregosos que encontra pelo caminho (GUIDICINI et al.). A concentração de sólidos, em volume, pode variar em ampla faixa, de 30 a 70%. A vazão de um debris flow pode alcançar um valor de 10 a 20 vezes (ou mais) a vazão de cheia (água), para a mesma bacia hidrográfica e mesma chuva (Massad et al., 1997).


Locais onde houveram avalanches e escorregamentos rotacionais, N. Friburgo, janeiro de 2011.


De uma forma geral, os movimentos de massa, chamados no meio geotécnico de deslizamentos, podem ser vistos de duas formas: do ponto de vista da Geotecnia, busca-se investigar a estabilidade e, consequentemente, as condições de  equilíbrio da massa de solos e/ou rochas. Por outro lado, do ponto de vista da Geologia, esse fenômenos são, ao longo do tempo, considerados processos naturais de renovação da superfície terrestre, entendidos como ações exogênicas de rejuvenescimento da crosta terrestre.

No que se refere a instabilidade de massas de solo as causas podem ser definidas como:

- causas internas, que atuam reduzindo a resistência ao cisalhamento do solo que compõe o talude, sem alterar a sua geometria;

- causas externas, que modificam o estado de tensão  atuante sobre o maciço, ocasionando um acréscimo nas tensões cisalhantes, igualando ou superando a resistência  original do solo, levando o maciço a  situação de ruptura; e,

- causas intermediárias, que são as que não podem ser definidamente classificadas em uma das duas classes anteriores.

Nieble e Guidicini (1984), quando determinam e classificam os agentes responsáveis por escorregamentos em taludes e encostas naturais, os dividem em predisponentes e efetivos.  Estes autores destacam que: (i)  Agentes predisponentes  são os formados pelo conjunto de condições geológicas, geométricas e ambientais que irão contribuir para que os movimentos de maciço ocorram. Esses agentes dependem apenas das condições naturais, como  por exemplo: os tipos de complexo geológicos, morfológicos, climatológicos, hidrológicos, gravitacionais, termo-solar e vegetações originais; (ii)  Agentes efetivos são os diretamente responsáveis pelo desencadeamento das movimentações de massa de solos, como por exemplo: ocorrência de chuvas intensas, erosões por chuva ou vento, abalos sísmicos, ações do ser humano, fusões de gelo e neve.

Fica assim fácil entender da importância dos estudos geotécnicos para a construção de imóveis, baseados em investigações geológico-geotécnicas de solos, confiáveis.



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